Osório Furlan Júnior, dono de 36% do passe de Valdivia, lançou polêmica esta semana ao falar sobre o possível interesse do River Plate da Argentina no meia-atacante Valdivia. Na ocasião empresário disse que temia perder todo o dinheiro investido caso o jogador não fosse logo vendido.
O investidor afirma que o clube deveria estar apreensivo, visto que o Palmeiras deverá desembolsar em torno de R$ 36 milhões pelo contrato de Valdivia até 2016, um ano após o fim do contrato do meia chileno.
“O Palmeiras tem que arrumar o Valdivia e passar para frente, não adianta. Há dois anos só se machuca, não tem uma sequência. Só jogou bola quando o Palmeiras precisou contra o Grêmio e o Coritiba, depois nunca mais." Disse o empresário.
Furlan Júnior tentou uma reunião com Paulo Nobre para falar do chileno e não obteve nem resposta. Por isso, sua postura vai mudar: o conselheiro, a partir de agora, deixará de procurar o presidente e fará questão de receber o que tem direito, disposto até a barrar qualquer negócio.
“Vou oferecer a eles o mesmo tratamento que dão para mim. Se não querem falar comigo, também não vou mais procurá-los. Que façam com o Valdivia o que quiserem, só quero receber o que tenho direito. Se eu não estiver na mesa, o negócio não sai. E também posso melar tudo se eu quiser”, disse Osório.
Osório é conselheiro do clube e empresário, desembolsou quase R$ 6 milhões em agosto de 2010 para ajudar na volta do chileno ao Verdão, se revoltou em não ter recebido nenhum retorno de Nobre sobre seu pedido de reunião. “Fiz três ligações para a secretária dele e ela me disse que seria bem simples, porque ele me conhece. Mas ele nem me procurou. Então, que seja assim”, indignou-se o investidor.

