O Flamengo continua jogando fora do Rio de Janeiro e conseguiu uma façanha: perdeu para o Náutico, por 1 a 0, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, pela quarta rodada do Brasileirão 2013. O Timbu chegou à capital catarinense em crise, sem técnico e apontado como um dos cotados para ser rebaixado.
Mesmo assim, o Náutico foi mais inteligente, venceu com um gol de Rogério, aos 38 minutos do segundo tempo, conseguindo a sua primeira vitória na competição. Com quatro pontos, o Timbu tem agora quatro pontos, em 15.º lugar. Esta foi sua primeira vitória. O Flamengo, ainda sem vencer continua com dois pontos, na vice-lanterna.
No final do jogo, a torcida flamenguista se mirou em Jorginho.
“Ei Jorginho, vai tomar no...”
O Flamengo entrou em campo vindo de dois empates, contra Santos e Atlético-PR, e de uma derrota para a Ponte Preta, por 2 a 0. De outro lado, o Náutico trouxe para o Sul a sua crise, sem técnico após a demissão de Paulo Silas e com a diretoria dispensando seis jogadores para “inglês ver” porque apenas um era titular.
O Timbu vinha de empate em casa com a Portuguesa, por 2 a 2. Antes tinha perdido para o Grêmio, por 2 a 0, no Sul, e 3 a 0, nos Aflitos, para o Vitória.
ESTREIA E TRÊS ATACANTES
Na tentativa de encontrar o caminho da vitória, o técnico Jorginho armou o Flamengo com três volantes e três atacantes. O meia Renato Abreu recebeu a orientação de atuar como um segundo volante. Com isso, o técnico escalou pela primeira vez Paulinho no ataque ao lado de Henrique e também de Rafinha, revelação do clube.
O problema é que o nível técnico dos reforços flamenguistas é ruim. Tanto Hernane, que marcou muitos gols no Cariocão, como Paulinho, emprestado pelo XV. São limitados e não poderiam vestir a camisa do rubro-negro. Enfim, falta “olho bom” na Gávea, local de tantas coisas estranhas.
E com sua quarta escalação diferente, o Flamengo tentou tomar as iniciativas, mas foi pouco efetivo. A única chance real aconteceu aos 12 minutos, numa cabeçada de Hernane e que o goleiro Gideão aliviou de manchete, típico lance de voleibol.
Insistindo pelas jogadas no meio da defesa adversária, o Flamengo passou a errar passes, perder a bola e abrir espaços para os contra-ataques. E sentiu isso na pele aos 24 minutos, quando Jones Carioca recebeu passe de Maranhão e, dentro da área, bateu forte. O goleiro Felipe fez a defesa em dois tempos.
SEM FORÇA
O segundo tempo começou morno, bem devagar, quase parando. O time carioca ainda demonstrava disposição de atacar, mas sem eficiência, enquanto o Náutico mostrava a mesma disposição de somar um pontinho e empurrar a crise com a barriga.
Aos 13 minutos, Jorginho tentou mudar o esquema com a entrada do volante Val, aquele do Mogi Mirim – também limitadíssimo – no lugar de Rafinha, muito apagado. Com isso, ele liberou o meia Renato Abreu para encostar no ataque. E também liberou os dois laterais. Além disso, Gabriel entrou na vaga de Paulinho, que também não vinha jogando bem.
Mas quem mexeu melhor foi o técnico interino Levi Gomes, que colocou de uma só vez Luis Eduardo e Hugo, respectivamente, nos lugares de Marcus Vinícius e Jones Carioca. E numa descida em velocidade de Hugo pelo lado esquerdo, saiu o cruzamento e do outro lado Rogério, sozinho, bateu de primeira. Náutico 1 a 0, aos 38 minutos. Pobre Flamengo!
E para azedar de vez, Renato Abreu ainda foi expulso ao subir para cabecear e colocar, de propósito, a mão na bola. Ainda quis reclamar, mas tomou o segundo cartão amarelo e depois o cartão vermelho.
AINDA NO SUL
A delegação do Flamengo não voltou para o Rio de Janeiro, indo direto para Criciúma, onde vai pegar o time local, sábado, às 16h20, pela quinta rodada. O time catarinense bateu o Santos, por 3 a 1, nesta noite.
O Náutico também não voltará para Recife, indo direto para Curitiba, onde domingo, às 18h30, vai enfrentar o Coritiba.
Diário 24 Horas com informações da agência Futebol Interior

