O documentário "The unknown known" ("o conhecido desconhecido"), foi apontado pelos críticos como sendo um perfil brando demais para o ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld. Mas o diretor norte-americano Errol Morris defendeu no Festival de Veneza, nesta quarta-feira (4).
O filme foi recebido com restrições na sessão para a imprensa. Alguns espectadores disseram que Morris não levou Rumsfeld a encarar as consequências dos colossais erros de avaliação que levaram à guerra do Iraque, sob supervisão dele. O polêmico político aparece sorrindo de forma quase obsessiva ao longo do filme, exibido no Festival de Cinema de Veneza.
"A questão é em parte se eu fui suficientemente duro com ele", defendeu Morris na entrevista coletiva. "Acredito que sim, que fui, por muitíssimas razões. Olho para (o filme) como um retrato devastador, um retrato assustador. Se eu o contradigo? Com frequência". "Mas o objetivo não é contradizê-lo infinitamente. Prefiro - espero que não esteja entregando demais aqui - prefiro quando ele se contradiz, o que ele faz infinitamente", afirmou o cineasta, autor do premiado documentário "Sob a névoa da guerra", sobre outro ex-secretário de Defesa, Robert McNamara.

