Ramón Térmens, diretor do Barcelona, falou sobre a chegada de Neymar ao clube, que ganhou grande polêmica por causa dos altos valores envolvidos na transação. Em recente entrevista, antes da renuncia do presidente Sandro Rosell, o dirigente falava do pagamento adiantado que a família do jogador recebeu.
O diretor afirmou que “Neymar era um jogador que todos que conhecem o futebol dizem que ele tem algo de diferente. É um jogador que tem particularidades muito interessantes, muito boas, e não há um que diga que Neymar não é especial. O Barcelona sempre zelou pelos melhores. Por isso, naturalmente, foi tratar de assegurar a contratação do jogador”.
“Há um ano ou dois, pagou € 10 milhões a seu pai e sua família para ter a opção de compra. Quando foi contratar, outros quiseram pagar mais, mas penso duas ou três coisas. Ele encontrou um entorno muito interessante, de jogadores brasileiros como Dani Alves, Adriano, que conhecem o Barcelona. Ele está em um jogo que não é físico, se é bom ou ruim, não vou opinar, mas Barcelona tem um jogo muito mais criativo que o do Real Madrid, Chelsea ou Manchester. Quando se fala de tantos milhões de euros, o mais importante é a decisão do jogador”, disse Térmens.
Ramón é uma espécie de ombudsman de torcida do Barcelona, conhecidas como penyas, em catalão, o diretor esteve no Brasil recentemente para tratar diretamente com a penya brasileira e falou sobre a importância da internacionalização da marca.
“O Barcelona, até 2000, era um clube que não tinha uma projeção internacional sólida porque era um muito fechado dentro de Barcelona, da Espanha e da Europa. Havia outros clubes, como Manchester United e Real Madrid, com mais expansão internacional. O Barcelona, a partir de 2003, 2004, abriu-se muito ao mundo. Isso foi acompanhado por outra coisa muito importante.”
Para ele, a equipe catalã é especial, porque representa determinado povo.
“O Barcelona é um clube muito especial porque historicamente falando nasceu em um bairro e depois foi representante de uma cidade e de um país, que é Catalunha. É um país com cultura própria, língua própria, sua maneira de entender a vida. Os catalães têm interpretado muitas vezes, principalmente na ditadura do Franco, que o Barcelona era uma representação, uma maneira democrática de entender a cultura da Catalunha no mundo. O Barcelona é um canal, um movimento. Outros clubes não têm isso, não representam uma área geográfica particular. O Arsenal é um clube de Londres, mas não representa Londres. O Barça é a representação de Barcelona.”
De acordo com o diretor, o Barcelona tem cerca de 1.400 de penyas espalhadas pelo mundo: 600 na Catalunha, 600 no resto da Espanha e 200 no resto do mundo.
Diretor do Barcelona fala sobre Neymar: “O mais importante é a escolha do jogador”

•Atualizado há quase 5 anos

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