A cantora do hit "Hung Up" fez um discurso apaixonado no Amnesty International Concert, em Nova York, ontem à noite (05.02.14), no qual ela descreveu a si mesma como uma "lutadora pela liberdade" quando apresentou o grupo russo - que foi para a cadeia por alegações de vandalismo motivado por ódio religioso depois de cantar uma canção de protesto em uma catedral em Moscou - para subir ao palco do Barclays Center.
Ela disse: "O direito de ser livre, de dizer o que pensamos, de ter uma opinião, de amar quem nós queremos amar, ser quem nós queremos ser - nós temos que lutar por ele?".
"Eu sempre me considerei uma lutadora por liberdade desde o começo da década de 1980 quando eu percebi que eu tinha uma voz e eu poderia cantar mais do que músicas sobre ser uma "material girl" ou se sentir como uma virgem. E eu definitivamente paguei por isso e fui punida por falar o que eu penso ou por colocar o meu pescoço para fora contra esse tipo de discriminação. Mas isso é ok".
Madonna também admitiu que ela foi ameaçada de prisão em sua apresentação na Rússia em 2012 por estar promovendo "comportamento gay".
Ela acrescentou: "Desnecessário dizer que eu não mudei nenhum momento do meu show. Oitenta e sete dos meus fãs foram presos por comportamento gay - seja lá o que isso for".
E a cantora de 55 anos - que cria os filhos Lourdes, 17, Rocco, 13, David e Mercy, ambos de 8 anos- também brincou com o nome do grupo.
Ela disse: "Eu gostaria de agradecer ao Pussy Riot por tornar a palavra "pussy" uma palavra pronunciável em minha casa. Agora, minha filha de oito anos diz o tempo todo".
Enquanto Madonna e Pussy Riot não se apresentaram no show, estrelas incluindo Cold War Kids, Lauryn Hill e Blondie tocaram algumas de suas músicas.
