Na última semana a empresa norte-americana SFX Entertainment, uma das gigantes do mercado de música eletrônica, anunciou a conclusão da compra de uma fatia generosa do controle do festival "Rock in Rio", cerca de 50%.
Como parte da negociação, a empresa precisou desembolsar o valor de US$ 63,2 milhões para se tornar sócia do maior evento de música do mundo. A transação foi anunciada ainda no ano passado, mas na ocasião não houveram divulgações de valores.
Em um comunicado oficial Robert FX Sillerman, presidente da SFX, anunciou a sociedade e destacou os benefícios da parceria para o evento e para o mercado da música eletrônica: "A música eletrônica tem se estabelecido entre os festivais de música moderna e esperamos que essa tendência cresça para divulgarmos ainda mais os DJs e produtores na nossa rede".
Já o presidente do "Rock in Rio", Roberto Medina, destacou o avanço do festival no mercado dos EUA e a acaleração do crescimento da marca. "A parceria com a SFX nos permitirá acelerar o crescimento de nossa marca em novos territórios, além de possibilitar uma mudança de foco em uma era digital", disse. "Nossos patrocinadores terão uma plataforma ainda melhor para a exibição de suas marcas nos Estados Unidos, assim como já acontece nos países onde o Rock in Rio é realizado, onde o festival é a principal ferramenta de comunicação das marcas parceiras", completou.
No mesmo comunicado a organização do festival informou que, com a conclusão da compra, no "novo formato societário, Roberto Medina continua com a gestão do Rock in Rio. A IMX, de Eike Batista, continua sendo sócia do Rock in Rio".
Neste ano, o festival acontece em Lisboa, Portugal, com Capital Inicial, Queens Of The Stone Age e Linkin Park como algumas das principais atrações.

