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Integrantes do Pussy Riot são soltas após serem presas em Sochi

Diário 24 Horas
Atualizado há quase 5 anos
Integrantes do Pussy Riot são soltas após serem presas em Sochi

Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova do Pussy Riot  foram libertadas após terem sido detidas nesta terça-feira (18) na cidade russa de Sochi, onde ocorrem as Olimpíadas de Inverno, segundo a conta do marido de Tolokonnikova no Twitter. Segundo as integrantes da banda punk russa, elas foram detidas sob acusação de roubo.

As duas foram detidas a 30 km do principal centro olímpico de Sochi. De acordo com Tolokonnikova, uma terceira integrante do grupo também teria sido detida. As mulheres foram levadas para uma delegacia de polícia do distrito de Adler.

A polícia confirmou o motivo do interrogatório. As duas foram liberadas sem acusações pendentes.

"Nós, Maria Alyokhina e os integrantes anônimos da Pussy Riot, viemos a Sochi para organizar um protesto e expressar nossas posições políticas, mas na hora de nossa detenção estávamos apenas passeando e cuidando de nossos assuntos quando fomos abordadas pela polícia e jogadas numa van", disse Tolokonnikova.

Em março de 2012, três mulheres da banda foram presas e acusadas de vandalismo motivado por intolerância religiosa1 , durante um concerto improvisado e não autorizado na Catedral de Cristo Salvador de Moscou,. Em 17 de agosto de 2012 as três integrantes foram condenadas por vandalismo motivado por ódio religioso e receberam penas de dois anos de prisão.2

Tolokonnikova, de 24 anos, e Alyokhina, 25, foram libertadas de colônias penitenciárias russas em dezembro, três meses antes do fim de suas sentenças de dois anos por participação em uma "oração punk" contra o presidente Vladimir Putin em uma catedral de Moscou.

A libertação das duas aconteceu pouco antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, que as autoridades russas desejavam transformar em uma vitrine impecável do país contra a imagem manchada pela homofobia que as leis russas deixaram para o mundo. As duas mulheres participaram no fim de janeiro em um show em Nova York da estrela americana Madonna, que sempre expressou apoio ao Pussy Riot.

Crescentes manifestações contra as políticas russas tomaram conta do mundo e dos jogos de inverno sediados em Sochi. O País vem recebendo duras críticas pela crescente homofobia e repressão aos opositores do governo.

 

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