Cinema

Comédia "Tudo Por Um Furo" faz chacota de jornalismo

Diário 24 Horas
Atualizado há quase 5 anos
Comédia "Tudo Por Um Furo" faz chacota de jornalismo

Em "Tudo Por um Furo", uma espécie de continuação do clássico cult "O Âncora", o ambiente do jornalismo de TV como aqueles que você assiste antes da novela toma ares cômicos  com o ator Will Ferrell. Conhecido por seus personagens bizarros e excêntricos, Will interpreta Ron Burgundy, um apresentador de telejornal  lendário em decadência.

Com uma sucessão de piadas que mal dá tempo de respirar, o longa faz uma bela e cômica crítica ao jornalismo.

Burgundy é chamado para uma nova rede de televisão, em que usará um modelo ainda inédito no mundo: os ciclos de notícias de 24 horas. Para isso ele precisa reunir seu time, também vindos diretamente do primeiro filme: Brick Tamland, Brian Fantana e Champ Kind, vividos, novamente, por Steve Carell, Paul Rudd e David Koechner. Até seria justo dizer que isso acontece em uma sequência hilária, se não fosse o caso de todo o filme ser uma colagem de sequências hilárias.

O ponto é que eles logo descobrem que, para chegar ao topo de audiência e serem valorizados na rede, precisam fazer algo diferente. E isso significa dar aos americanos as "notícias que eles querem ver e não as que eles precisam ver" - citação quase literal do filme. O que, no universo de Burgundy, implica em tornar as notícias mais e mais estúpidas e menos informativas. E, claro, isso é explorado tanto como ponto de partida para piadas, quanto para apresentar uma bela crítica. E o alvo tem nome: a CNN. Não é por acaso que a rede ficcional se chama GNN, controlada por uma empresa de aviação que derruba matérias sempre que puderem danificar sua imagem.

No momento mais emblemático, a ex-mulher de Burgundy, Veronica Corningstone, interpretada novamente por Christina Applegate, consegue uma entrevista histórica com Yasser Arafat. E simplesmente ninguém assiste porque é mais importante acompanhar pela GNN uma perseguição ao vivo, narrada por Burgundy, que a polícia faz de um carro em uma estrada qualquer americana. A emoção bate a informação fria e quem perde é o público - representado no filme como caipiras, moradores de trailer e bêbados de boteco, sempre que aparecem.

O ponto é que eles logo descobrem que, para chegar ao topo de audiência e serem valorizados na rede, precisam fazer algo diferente. E isso significa dar aos americanos as "notícias que eles querem ver e não as que eles precisam ver" - citação quase literal do filme.

O que, no universo de Burgundy, implica em tornar as notícias mais e mais estúpidas e menos informativas. E, claro, isso é explorado tanto como ponto de partida para piadas, quanto para apresentar uma bela crítica. E o alvo tem nome: a CNN. Não é por acaso que a rede ficcional se chama GNN, controlada por uma empresa de aviação que derruba matérias sempre que puderem danificar sua imagem.

No momento mais emblemático, a ex-mulher de Burgundy, Veronica Corningstone, interpretada novamente por Christina Applegate, consegue uma entrevista histórica com Yasser Arafat. E simplesmente ninguém assiste porque é mais importante acompanhar pela GNN uma perseguição ao vivo, narrada por Burgundy, que a polícia faz de um carro em uma estrada qualquer americana. A emoção bate a informação fria e quem perde é o público - representado no filme como caipiras, moradores de trailer e bêbados de boteco, sempre que aparecem.

O filme ainda sim é uma comédia, que com duas horas de exibição não deixa muitas lacunas para que o público fique sério. É tão rápido e objetivo  que não é raro perder alguma coisa porque ainda está rindo da piada anterior. Porém o resultado pode não agradar a todos pelo padrão de humor norte-americano, mas resvala no que é simplesmente bobo. “Tudo Por um Furo” tem estreia nesta sexta-feira (28).

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