"Tinker Bell: Fadas e Piratas” chega aos cinemas sob a direção de Peggy Holmes e traz a história de Zarina, uma fada curiosa que gosta de fazer experiências com o pó mágico, tanto o tradicional dourado quanto o raro e muito poderoso azul, extramente proibido no Refúgio das Fadas.
Punida por burlar as regras ela rouba o pó cor de anil e se junta a um bando de piratas, liderados por James (Tom Hiddleston na voz original e Caio Castro, com uma dublagem que soa um pouco estranha na versão brasileira), que desejam que a pequena corsária faça a embarcação deles voar. James nada mais que é o futuro e temido Capitão Gancho, que por aqui neste enredo ainda é um jovem de caráter dúbio e ainda com as suas duas mãos.
Exceto algumas citações à Terra do Nunca e uma pequena aparição de Wendy no capítulo inicial da franquia, é a primeira vez que ela se aproxima mais do mundo apresentado pelas aventuras de Peter Pan, algo que, para os espectadores de menos idade, poderá passar despercebido.
A questão é saber se há uma intenção de introduzir o menino que não queria crescer no universo criado no Refúgio das Fadas, e se a série terá fôlego para isso.
O roteiro está bem longe da complexidade das animações modernas, com as quais o público atual, infantil ou adulto, está acostumado, por conta da própria Disney ou a DreamWorks.
Basicamente o longa trata de questões de poder, e de quando a magia que cai em mãos erradas. Focando nisso, o longa, naturalmente, dá mais destaque para os novos personagens, Zarina e James, e deixa Tinker Bell e as outras fadas como coadjuvantes e alívio cômico, o que pode provocar estranheza para os fãs.
"Tinker Bell - Fadas e Piratas" é uma animação simples, bem feito com elementos em 3D e prende o público pelas histórias fascinantes relacionadas as outras anteriores (e posteriores) a este enredo, despertando curiosidade principalmente no passado desconhecido do Capitão Gancho.

