De acordo com a pesquisa publicada na revista científica "The Journal of Neuroscience", o novo estudo feito por cientistas norte-americanos revela que falta de sono pode ter consequências mais sérias do que se imaginava, como a perda permanente de neurônios.
Uma equipe de cientistas da Universidade da Escola de Medicina da Pensilvânia estudou certas células do cérebro que mantêm o cérebro alerta. Dias depois de seguirem um padrão de sono semelhante àquele dos que normalmente trabalham em turnos noturnos – três dias de jornadas noturnas com apenas quatro a cinco horas de sono durante o dia – o camundongos perderam 25% de seus neurônios, em parte do tronco cerebral.
Segundo Sigrid Veasey, uma das responsáveis pela pesquisa, "nós temos evidência de que a falta de sono pode levar a uma lesão irreversível. Isso pode ter acontecido em um animal simples, mas indica que nós precisamos pesquisar melhor esse efeito em humanos". Os distúrbios do sono afetam cerca de 40% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Cientistas responsáveis pelo estudo acreditam que se o resultado for semelhante em humanos, seria inútil tentar "compensar" as horas de sono perdidas, mas ao longo prazo, eles estimam que um dia será possível desenvolver uma droga para proteger o cérebro dos efeitos negativos das noites mal dormidas.

