Desde que o WhatsApp foi comprado pelo Facebook por um total de US$ 19 bilhões, começou uma série de boatos sobre sua independência e as configurações de privacidade de seus usuários. Jan Koum, O criador do WhatsApp, usou o blog do seu popular serviço de mensagens para dizer que o respeito à privacidade está codificado no DNA do aplicativo.
Segundo Koum o acordo não teria sido feito se a parceria com o Facebook exigisse mudanças nas questões de privacidade do WhatsApp . Ele afirma ainda que tudo que fez do WhatsApp um líder em mensagens permanecerá e critica quem cria boatos a respeito de seu produto: “Especulações não são só infundadas, mas também são irresponsávels. Elas assustam as pessoas que acreditam que a gente está coletando dados. Não é verdade, e gostamos de afirmar que não fazemos isso”.
Koum ainda contou um pouco sobre sua vida, como motivo para tanta preocupação com o assunto. “Para mim, isso é muito pessoal. Nasci na Ucrânia e cresci na URSS durante a década de 1980. Uma das minhas lembranças mais fortes desse tempo é uma frase que eu ouvi muitas vezes enquanto minha mãe falava ao telefone: ‘esta não é uma conversa para se ter ao telefone, vou lhe dizer pessoalmente’. O fato de que não poderíamos falar livremente sem temer que nossas comunicações estivessem sido monitoradas pela KGB foi em parte responsável por termos nos mudado para os Estados Unidos quando eu era adolescente”.
O WhatsApp foi construído para saber o mínimo possível do usuário, e Koum completa no texto publicado terça-feira(18) “Você não tem que nos dar o seu nome e nós não pedimos o seu endereço de e-mail. Nós não sabemos o seu aniversário. Nós não sabemos o endereço da sua casa. Nós não sabemos onde você trabalha. Nós não sabemos seus gostos, o que você procura na internet ou recolhemos sua localização por meio de um GPS. Nenhum desses dados jamais foi coletado e armazenado pelo WhatsApp, e nós realmente não temos planos de mudar isso” As palavras do criador do aplicativo vão de acordo ao que Mark Zuckerberg disse em fevereiro, ao adquirir o serviço: “Seria muito estúpido de nossa parte inteferir fortemente no WhatsApp”.

