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Superação: Bailarina depois de atentado, volta ao palco

Diário 24 Horas
Atualizado há quase 5 anos
Superação: Bailarina depois de atentado, volta ao palco

Adrianne Haslet-Davis, amante de ballet e professora de dança, era uma das milhares de pessoas que assistiam à Maratona de Boston no dia 15 de Abril de 2013. A explosão de duas bombas deixou três mortos e mais de 260 feridos. Ela apresentou um número de dança durante em uma das conferências TED, em Vancouver, no Canadá.

Apesar de ter sido uma curta atuação, Adrianne mostrou que consegue dançar uma rumba, estilo cubano. O público assistiu de pé enquanto ela dançava no palco. Suas lágrimas tornaram-se visíveis, mesmo da última fila. Ela havia levado o ano passado trabalhando com Hugh Herr, responsável pelo grupo de Biomecatrónica do Massachussets Institute of Technology (MIT),

 Herr conheceu Haslet-Davis num centro de reabilitação, e junto com sua equipe concordou em tornar o desejo de Adrianne possível, e lhe desenhou uma prótese para que ela pudesse reaprender passos de dança básicos, que já tinham sido naturais para ela. "Eu compreendo o sonho dela em regressar à dança", afirmou Herr, que tem as duas pernas amputadas. Aos sete anos, ele queria escalar montanhas, mas o sonho foi por água abaixo quando perdeu as duas pernas num acidente com 17 anos. 

Criar um membro artificial para dançar seria um dos maiores desafios de sua carreira. De acordo com Herr, ele "roubou à Natureza" para criar um material sintético que se move como carne e osso. Ele e sua equipe estudaram uma pessoa com um tamanho similar a bailarina, seguiram os pontos do ponto da pessoa, os movimentos e criaram sensores que medem os movimentos, e assim desenvolveram um algoritmo controlado que liga os sensores do membro a um motor dentro dele, fazendo com que funcione. “Em 3,5 segundos, os criminosos tiraram a Adrianne do palco. Em 200 dias, trouxemo-la de volta” diz Herr.

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