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Vistoriador aponta cabo inadequado nas obras da Arena Corinthians

Diário 24 Horas
Atualizado há quase 5 anos

Luiz Antônio de Medeiros, superintendente da Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE), visitou nesta terça-feira (01) a Arena Corinthians, fez uma breve vistoria preliminar ao lado de um dos engenheiros da Fast Engenharia e apontou dois problemas com as obras, quando o operário Fabio Hamilton da Cruz morreu depois de sofrer um acidente nas obras no último sábado (29). Segundo o superintendente, era necessária a utilização de equipamentos de segurança coletivos e os cabos individuais não eram adequados, mais curtos do que os indicados.

A Fast Engenharia, empresa responsável pela instalação das arquibancadas provisórias, disse que o funcionário estava sem o cabo de segurança quando caiu de uma altura de 8 metros, mas Luiz Antônio, disse que é obrigação da empresa oferecer também uma rede de proteção.

“Ninguém está inventando nada. Está na lei”, disse Antônio de Medeiros, lembrando a suspensão das obras de dois setores pela Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, na última segunda-feira (24).

Tirando o detalhe dos cabos serem inapropriados, de acordo com Luiz, o cabo tem cerca de 1,20 m e a área de trabalho é de 2 m. “Ele não chegaria na extremidade. Todos os cabos vão ter que ser trocados para a obra ser desembargada”, disse. “As multas serão altas”, afirmou.

Hoje a empresa instalou guarda-corpos no setor, mas de acordo com o superintendente o procedimento ainda é insuficiente. Uma reunião que acontecerá às 15h entre a Fast Engenharia e Delegacia Regional do Trabalho vai determinar se a obra continuará embargada.

O superintendente ainda falou que foram verificadas muitas irregularidades nas obras da Arena Corinthians ao longo do tempo que provocaram muitas advertências. “Interdição é em ultimo caso. Só quando há risco de ida. Agora ficou provado que há risco de vida”, afirmou.

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