A jornalista do SBT Rachel Sheherazade voltou a bancada do "SBT Brasil" na última segunda-feira (14), mas sob uma condição, a emissora proibiu, após as recentes polêmicas, que Rachel realizasse comentários com opinião própria, apenas de forma editorial.
Segundo o SBT, a medida tem como preservar Rachel Sheherazade e Joseval Peixoto, que seguem a frente do “SBT Brasil”.
A jornalista virou alvo de críticas após comentar, no dia 5 de fevereiro desse ano, a prisão de um adolescente que foi acusado de roubo e furtos no Rio de Janeiro. O rapaz foi espancado e depois preso pelo pescoço, sem roupa a um poste.
Para a jornalista, “no país que ostenta incríveis 26 assassinatos a cada 100 mil habitantes, que arquiva mais de 80% de inquéritos de homicídio e sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível”.
Entidades de imprensa e parlamentares criticaram o posicionamento de Rachel, tachado como incitamento à violência. Em razão disso, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) encaminhou um representação à Procuradoria Geral da República contra o SBT e a jornalista.
A parlamentar alega que a jornalista deve responder pelos crimes de apologia e incitamento ao crime, à tortura e ao linchamento e ainda pede que a concessão da emissora paulista seja reavaliada, bem como os investimentos em publicidade o governo federal.
A Procuradoria Geral da República acatou o pedido e analisa se a emissora e a apresentadora estão implicados em algum crime.

