Getúlio Vargas foi sem dúvida um dos políticos mais importantes e polêmicos da história do Brasil. 2014 completa 60 anos da morte do ex-presidente, que ganhará vida nas telonas de todo o país com o filme “Getúlio”, do diretor João Jardim. A trama foca principalmente nos 19 últimos dias de vida e de governo que antecedem a morte do ícone enigmático.
A trama tenta mergulhar nos pensamentos do presidente, desvendar um pouco do que se passava na cabeça do mesmo. O desafio é grande! Começando pela forma de abordar o filme, o gênero “político”, cinebiografia, não tem muita expressão no cinema brasileiro (infelizmente), geralmente figuras políticas são abordadas em documentários. Não há suspense na trama, já que o final todos nós conhecemos – Vargas se suicida com um tiro.
O roteiro, assinado por George Moura, foca nos acontecimentos passados após o atentado da Rua Toneleros, em Copacabana, Rio de Janeiro (capitão do Brasil), onde um oficial da Aeronáutica morreu e o jornalista Carlos Lacerda saiu ferido. O enredo acusa o jornalista de “auto-atentado”, onde o mesmo teria atirado no próprio pé para engessá-lo, além de nunca ter entregado a arma a perícia. Como todos sabe (ou deveriam saber), o atentado o presidente foi acusado por Lacerda de ser o mandante do atentado, o que foi um grande baque no governo.
O filme ressalta o círculo íntimo de Vargas, a relação com a família, especialmente a filha e chefe de gabinete Alzira, interpretada por Drica Moraes. Tony Ramos dá vida ao presidente Getúlio Vargas, e a pesar de não ter semelhanças físicas com o político, compensa em talento na hora da interpretação.
O filme terá estreia amanhã, 01 de maio, dia do trabalhador. A data não foi escolhida ao acaso, já que Getúlio era conhecido como “O pai dos trabalhadores”.

