Aconteceu no final da última semana, a grande final do festival de música "Eurovision" na Dinamarca, consagrando, para a surpresa de todos, a drag queen barbada Conchita Wrust como a grande vencedora.
O austríaco Thomas "Tom" Neuwirth, conhecido também - e preferencialmente - como a drag queen Conchita Wurst, derrotou outros 26 finalistas da competição, que é realizada desde 1956.
Com intuito de chamar de forma extrema a atenção do público, Conchita apareceu de vestido cintilante e uma vasta barba minuciosamente aparada, causando estranheza, mas também tendo conquistado muitos fãs que usavam barbas falsas em homenagem a artista.
Com 25 anos de idade e com uma voz potente que vem sendo comparada à da cantora canadense Céline Dion, Conchita conquistou fãs do continente inteiro, porém agora precisa lidar com o "protesto" de alguns russos que não gostaram da escolha de Conchita como vencedora.
Contrários a decisão da escolha da drag queen como ganhadora de uma das mais tradicionais competições de música da Europa, alguns russos e se manifestaram nas redes sociais "raspando a barba" em forma de protesto, dentre outras declarações contra Conchita.
Alguns usam o seguinte argumento para o protesto : "Após o concurso, usar barba não representa mais masculinidade". O radialista russo Andrei Malakhov também aderiu a campanha, se dizendo chocado com a vitória da austríaca. Alguns até querem um novo concurso, e boicotar o atual festival de música "Eurovision".
De acordo com informações da imprensa internacional, após ser declarada vencedora, Conchita declarou que sua vitória era uma mensagem para políticos como o presidente russo Vladimir Putin: "Não foi uma vitória apenas para mim, mas para quem acredita em um futuro que funciona sem discriminação e baseado na tolerância e no respeito", disse ela.

