As polêmicas envolvendo o filme “Praia do Futuro” estão cada vez maiores. A cada dia novas notícias relacionadas às ditas cenas de sexo gay vem ganhando mais repercussão. Em cartaz há somente duas semanas nos cinemas brasileiros, a obra vem provocando um racha na opinião pública. O caso mais famoso até então foi o de um cliente da rede Cinépolis, em João Pessoa, que resolveu postar nas redes sociais o ingresso carimbado com a palavra “Avisado”, referindo-se ao alerta sobre as cenas homossexuais. Porém não foram raros, também, os casos onde pessoas abandonaram as salas de projeção antes mesmo do final do filme.
Os casos relacionados à homofobia não param de surgir. Em Aracajú um gerente do cinema chegou a ser ameaçado de agressão física por dois clientes indignados com o conteúdo sexual do filme, no Maranhão cerca de 40 pessoas abandonaram uma sessão. Já no caso da rede Cinépolis, os responsáveis divulgaram um comunicado informando que o dito carimbo de “Avisado”, só é utilizado para meia-entrada e não para alertar o conteúdo do filme.
“Sinto um movimento conservador muito forte vindo por aí”, disse Wagner Moura, protagonista do longa, sobre a reação de rejeição de uma parte do público. Na trama ele dá vida a Donato, um salva-vidas de Fortaleza que decide deixar o Brasil para viver um romance com o alemão Konrad (Clemens Schick), enfrenta um acerto de contas com o irmão mais novo deixado no Brasil, Ayrton (Jesuíta Barbosa), anos depois. Numa narrativa exclusivamente masculina, há espaço para cenas de sexo homofoafetivas protagonizadas entre o brasileiro Moura e o alemão Schick.
Moura não foi o único a se pronunciar, os produtores do longa também reagiram e lançaram na página oficial do filme no Facebook uma campanha convidando os usuários a compartilharem o a seguinte frase: “#HomofobiaNãoÉANossaPraia”.
“O filme não é gay. Acho um tanto homofóbico taxar qualquer filme como um filme gay. Quando você assiste Missão impossível ou Instinto selvagem você fica pensando que é um filme hétero? A gente precisa parar com isso. É politicamente perigoso. Estou ficando um pouco cansado”, afirma o cineasta Karim Aïnouz, diretor de Praia do Futuro. A insistência para falar sobre a homossexualidade é maior no Brasil do que no exterior. Isso está ficando muito excessivo”, crescenta.
Novos casos de homofobia envolvendo o filme "Praia do Futuro"

•Atualizado há quase 5 anos

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