Durante a noite deste último domingo (15) Gustavo Mendes, ator e humorista conhecido por sua performance como a presidente Dilma Rousseff, alegou em rede social ter spfrido agressões físicas e verbais durante uma apresentação em Búzios, no Rio de Janeiro.
Em nota divulgada por ele, Gustavo diz ter sido agredido pelo secretário-adjunto de Governo da Prefeitura. Em defesa do parlamentar, também nesta segunda (16) por meio de um comunicado, a Prefeitura de Búzios lamentou o ocorrido, porém disse que "no decorrer do evento, em diversos momentos, ocorreram episódios deselegantes e desrespeitosos ao público, incluindo idosos e religiosos".
Rebatendo as declarações da Prefeitura, Mendes disse que "em nenhum momento da apresentação ofendeu qualquer pessoa da plateia, de qualquer idade ou crença, e todas as piadas que faz são sobre uma situação e não uma pessoa específica". Em rede social, o humorista relatou: "O show 'Mais que Dilmais' foi contratado pela Prefeitura de Búzios para apresentação durante o evento 'Búzios Love', em homenagem ao Dia dos Namorados", descreve ele.
"Em nenhum momento o contratante informou que o show seria inserido em um evento de uma comunidade religiosa ou solicitou qualquer tipo alteração no texto teatral, o que caracterizaria uma censura prévia e isso não é aceito pelo ator", afirmou Gustavo.
A Prefeitura ainda disse que pediu cuidado ao ator em seu texto teatral, em atenção ao evento de uma comunidade religiosa. "Por se tratar de um show inserido em um evento de uma comunidade religiosa, foi solicitado, previamente, o cuidado especial com o texto teatral para que fosse apresentado em praça pública, evitando ofensas e agressões verbais aos presentes".
Ainda em rede social, Gustavo fez questão de divulgar o acontecido ao público, contando sua versão dos fatos e o que teria motivado a agressão. "Não ofendi a ninguém, fiz uma piada com o tal Padre Ricardo (não o conheço e minhas piadas foram dirigidas ao cargo, não a pessoa), porque ele havia proibido bebidas em festas religiosas, acabando com as tradicionais festas e lembrei que Jesus transformou água em vinho, e soltei um 'Proibir bebida, Ah vá tomar no cu!'", relatou ele, que ainda acusou o secretário-adjunto e mais duas pessoas de terem agido de forma "abusiva e criminosa".
"Robinho e sua corja (mais dois) foram abusivos, infelizes e criminosos", escreveu Mendes. Em outro trecho, acrescenta: "Fui chutado ao sair do palco por um 'discípulo' de Padre Ricardo, Robinho, chefe de gabinete, irmão da Geruza".
Ainda em seu comunicado, a Prefeitura de Buzios aponta que "no intuito de preservar o respeito à família buziana e aos praticantes de diferentes denominações religiosas que têm o direito de serem tratados com dignidade, foi solicitada a retratação, negada pelo artista. Desta forma, devido ao não cumprimento da solicitação, fez-se necessário interromper a apresentação do show".

