Nascida em 28 de setembro de 1934, Brigitte Bardot, ícone idolatrado dos cinemas das décadas de 50 e 60 e sinônimo de sensualidade comemorou neste último domingo (28) seus 80 anos de vida, longe das câmeras e dos holofotes da mídia, acompanhada apenas por seus animais de estimação.
Sobre sua reclusão e paixão pelos animais, declara: "Minha primeira vida me permitiu vencer nesta segunda. Se eu não tivesse sido Brigitte Bardot e ficado conhecida em todo o mundo, nunca teria feito um décimo do que eu faço agora pelos animais".
Porém além dos animais e suas causas, Brigitte muito contribuiu para a libertação sexual de um mundo muito puritano durante seus dias de glória. B.B., como ficou conhecida, lançou-se nas telonas após formar-se como dançarina. Foi então que em 1956, já casada, foi destaque em um longa criado especialmente para ela por seu então marido, o cineasta Roger Vadim, "E Deus Criou a Mulher".
E escandalizando o público demasiadamente conservador da época, a loira de traços marcantes e um "quê" de "Femme Fatale", B.B. aparecia na tela dançando mambo de forma apaixonada e bastante provocativa, enquanto sua longa saia se abria até a cintura.
A cena foi vista como um escândalo, e o longa chegou a ter sua reprodução proibida nos cinemas de alguns estados dos EUA. E em meio a confusões como esta, sendo o alvo quase que preferido das ligas conservadoras da época, que a tinham como um perigo maior do que apenas uma "sex-symbol" nascia o mito de Bardot, símbolo da feminilidade e considerada por muitos a mulher mais bonita do mundo.
Na época, a romancista Simone de Beauvoir já dizia sobre Bardot: "Ela anda com os pés descalços, ela vira as costas aos vestidos elegantes, joias, perfumes, maquiagem, a todos esses artifícios (…) Ela faz o que lhe agrada e é isso que é perturbador".
Com informações do portal Boa Informação.

