Andy e Lana Wachowski, diretores responsáveis pela trilogia Matrix, estão de volta com "O Destino de Júpiter", longa que tinha tudo para deixar os fãs de ficção científica de boca aberta nos cinemas, sobretudo pela possível presença de referências visuais a questões filosóficas, como ocorreu no primeiro filme da franquia de Neo, mas percebe-se que a crítica não está gostando do novo trabalho da dupla, fato que pode ser visto nos mais diversos sites especializados em cinema.
Para a produção deste longa, os Wachowski se reuniram com colaboradores de longa data, a maioria deles com quem trabalharam juntos no longa anterior da dupla, “A Viagem” (2012). Entre eles estão: o diretor de fotografia John Toll (de “Coração Valente” e “Lendas da Paixão”); o diretor de arte Hugh Bateup; o editor Alexander Berner; a figurinista Kym Barrett; e o designer de maquiagem e cabelo Jeremy Woodhead.
A proposta é exibir efeitos visuais de última geração que se tornaram marca registrada dos filmes dos Wachowski. Dan Glass é o supervisor de efeitos visuais do filme, um posto que ele ocupa desde a trilogia “Matrix”. Entre as curiosidades de bastidores, este é o segundo filme em que os irmãos fazem uma nova assinatura, visto que um deles trocou de sexo. Larry Wachowski agora se chama Lana Wachowski, após se assumir como transexual.
Na história, Júpiter Jones (Kunis) nasceu sob sinais de que estava destinada a algo maior. Agora já crescida, Júpiter sonha com as estrelas, mas acorda para a fria realidade do seu trabalho de faxineira e uma sequência de infortúnios. É somente quando Caine (Tatum), um ex-caçador militar geneticamente modificado, chega à Terra para localizá-la que Júpiter começa a vislumbrar o destino reservado a ela desde o início. Sua assinatura genética a marca como a próxima na fila para uma herança extraordinária, que pode alterar o equilíbrio do cosmos.
Confira alguns trechos de resenhas sobre o longa-metragem:
Cine Pop: "O Destino de Júpiter é esteticamente interessante, tem um rico background e efeitos visuais impressionantes, mas possui um roteiro frágil, que tem medo de ir além e aposta todas suas fichas em intermináveis batalhas espaciais. No fim das contas, o filme parece inchado e a diversão pretendida torna-se indigesta. Torcemos então para que a dupla encontre equilíbrio em suas obras futuras."
Variety: "Um decepcionante retrocesso na carreira dos Wachowski, que se perdem em uma espalhafatosa e subdesenvolvida guerra de terras no espaço que tenta seguir o modelo de 'Star Wars'."
The Hollywood Reporter: "'O Destino de Júpiter' pelo menos possui elementos familiares da ficção científica vendáveis a sua audiência e que irão, assim, gerar retornos razoáveis, especialmente no exterior. Mas qualquer um que espere que a velha magia de 'Matrix' se rematerialize (já fazem 15 anos) está fadado à decepção."
Com informações do portal Correio do Povo.

