Nesta semana, após ver Julianne Moore ser consagrada como "Melhor Atriz" por sua atuação em seu longa no "Oscar 2015", faleceu devido a complicações de sua doença o diretor de Richard Glatzer, diretor e roteirista de "Para Sempre Alice", que estreou nesta última quinta-feira (12) no Brasil.
Vítima de complicações respiratórias, Richard era portador de esclerose lateral amiotrófica, doença apelidada como ELA, mesma doença que acometeu o físico Stephen Hawking ainda na juventude. O longa premiado foi seu último trabalho, este desenvolvido em conjunto com o marido, Wash Westmoreland.
"Para Sempre Alice", foi adaptado cinematograficamente do romance literário da escritora Lisa Genova. Conforme informações, o casal assumiu o projeto em 2011, pouco antes do diagnóstico de ELA. E mesmo doente, com a doença avançando rapidamente, Glatzer nunca perdeu um dia de gravação. Em seus últimos dia Glatzer se comunicava apenas usando o dedão do seu pé direito em um iPad especialmente projetado.
Em entrevista recente, o diretor falou sobre a doença e suas dificuldades no trabalho. "Minha condição médica fez a leitura do livro muito difícil para mim".
Westmoreland também comentou a condição do marido, e disse ter tirado inspiração do longa que estavam produzindo juntos. "Do meu ponto de vista, a única coisa que o filme faz é olhar para o papel de um cuidador. Isso é, certamente, a minha própria vida agora. Eu sou principalmente um cuidador. Quando você está cuidando de alguém que está doente no dia a dia, cuidando de todas as necessidades que eles têm, pode ser muito, muito difícil. E fazer o filme e agora vê-lo, me inspira a fazer melhor, servir melhor, amar melhor, a ser mais emocionalmente presente. Pode parecer bobagem que eu busque inspiração em meu próprio filme, mas eu faço isso", apontou ele ainda em janeiro.

