É o fim de uma era! Após 50 anos na rede Globo a jornalista Sandra Passarinho deixou a emissora para se dedicar em outros projetos com amigos em Londres. O comunicado veio através do diretor-geral de jornalismo, Ali Kamel. Ele destacou os tempos ainda de estágio de Sandra, além dela ter sido a primeira correspondente na Europa, até ter se tornado membro da equipe do “Globo Repórter”.
“Nesse ano em que se completam 50 anos desde que entrou na Globo como estagiária aos 19, Sandra me procurou para dizer que decidiu deixar o jornalismo diário. Notem, não deixará o jornalismo, mas terá um outro ritmo. Um dos amigos que fez em Londres, na Polytechnic of Central London, a convidou para participar de um projeto pioneiro. E sem a necessidade de se mudar para Londres. Sandra está namorando a ideia de dar a sua colaboração num projeto digital, tudo ainda muito embrionário. O que a cativa é continuar de alguma forma a buscar outras formas de contar histórias. Como ela me disse, o que somos nós jornalistas senão ‘historiadores’ do nosso tempo? Sandra Passarinho fez História na TV.”
Inclusive “passarinho” foi um nome dado à ela por Bossalo, o motivo? Sandra assim que chegou na rede Globo com 19 anos, era pequena e rápida, como um passarinho.
Na nota, Kamel fez uma retrospectiva dos trabalhos da jornalista na emissora. “Consagrada pelos documentários do Globo Repórter e também pelas coberturas factuais, Sandra optou por se dedicar ao mergulho em determinados temas, fazendo séries especiais que renderam prêmios e grande repercussão Assim foi com as quatro reportagens sobre pesquisas brasileiras com células-tronco; com a série de 2015 feita para o JN sobre testes humanos, mostrando como voluntários podem ajudar no desenvolvimento de vacinas no Brasil; com a série Inovação, também para o JN, onde ela trouxe à tona iniciativas pioneiras em tecnologia no Brasil.”
Ao finalizar a nota, Kamel diz: “Eu então quero agradecer à Sandra pela imensurável contribuição que ela deu ao jornalismo da Globo e ao jornalismo brasileiro. E por ter inspirado tantos e tantos profissionais. Entre eles eu, que sempre parei quando via uma reportagem dela no ar. Desde a década de 1970. Sandra, obrigada por tudo, de coração. Um beijo, com admiração.”

