A vigésima edição do Big Brother Brasil estreia nesta terça-feira, 21, e vem com a premissa de ser “histórica”. A produção do reality show parece ter caprichado em todos os detalhes buscando trazer o máximo de novidades, inclusive na dinâmica do jogo comandado por Tiago Leifert, mas talvez isso não seja o suficiente para alavancar o IBOPE da Rede Globo e eu vou te explicar o por quê.
Assim que a primeira temporada do programa estreou na emissora carioca, o público correspondeu a altura e além, tornando o BBB um grande sucesso. Muitas outras edições vieram ao longo dos anos, muitas delas inesquecíveis, revelando personagens carismáticos como Kléber Bambam, Grazi Massafera, Sabrina Sato, entre outros. Os telespectadores aguardavam ansiosos pela exibição da atração, na expectativa de acompanhar os romances, as intrigas e os inúmeros barracos vivenciados pelos confinados. Quem não lembra das frases de efeito de Bial, que por anos esteve à frente do Big Brother? Não foi à toa que muitos sentiram a saída do carismático apresentador e até chegaram a fazer campanha pela sua permanência.
A Globo parecia ter a fórmula perfeita para atrair o público e por muito tempo acreditou que ela daria sempre certo. Infelizmente, as coisas não são tão simples. A partir da 14º ou até antes, o reality começou a dar sinais de defasagem. A produção não acertava na escolha dos participantes, que eram chatos e desinteressantes, poucos conseguiam algum destaque durante a permanência na casa mais vigiada do país. O perfil dos novos confinados passou a desagradar os telespectadores, o que piorou ainda mais com a facilitação ao acesso à internet e a intensificação do uso das redes sociais.
Os internautas passaram a escavar a vida dos selecionados ao programa, trazer à tona os podres, o que algumas vezes causou problemas a emissora, por exemplo, quando no BBB16, após revelar ter duas namoradas, sendo uma de menor, Laércio teve a vida vasculhada pelo público e no fim acabou saindo do programa para responder por crime de pedofilia, ao qual foi condenado.
A Globo precisava urgentemente encontrar um jeito de evitar que um dos seus maiores trunfos fosse ladeira abaixo, mas até a edição de 2019, ainda não tinha acertado a mão. Diversificar o estereótipo dos confinados, na tentativa de atrair um público mais eclético. Aos poucos o reality passou a ter menos sarados e mulheres “gostosonas”, e abrir espaço para pessoas mais comuns, idosos, subcelebridades, entre outros. Nada disso foi suficiente para trazer o sucesso de outrora ao programa.
O Big Brother Brasil 2020 tem uma grande responsabilidade nas costas e para torná-lo um estouro, a produção não mediu esforços, novamente inovou na escolha do grupo de confinados, os dividindo em dois: Pipoca e Camarote. O primeiro grupo formado por pessoas comuns e o segundo por celebridades (ou quase isso). Esses confinados também terão acesso a um celular, onde poderão postar fotos e vídeos, mas sem ter acesso aos acontecimentos do lado de fora da atração.
Haverá novidades em relação às atribuições do líder, que poderá determinar quem ficará entre a turma VIP na hora de comer e quem ficará com a Xepa, e a formação dos paredões. Muitas coisas estão sendo organizadas para causar o máximo de pressão e atrito, afinal, o público gosta de ver confusão, mas ainda assim não parece ter chamado tanta atenção. Agora nos resta acompanhar o desenvolvimento do reality e descobrir se as novas alterações vão realmente dar bons frutos.

