Talvez seja a hora dos fãs do Coringa considerarem levar a narrativa do longa um pouco menos a sério. Na quinta-feira (5), conforme informações da imprensa internacional, um homem no Missouri, EUA, que se vestia como personagem Coringa, com pintura no rosto e tudo, foi acusado de ameaças terroristas de primeiro grau.
O homem de 51 anos, identificado como Jeremey Garnier, se vestiu como vilão e se transmitiu ao vivo no Facebook na segunda-feira passada. Durante o vídeo, ele disse que planejava matar pessoas aleatórias por atenção, conforme relatou o The Hollywood Reporter.
Garnier foi preso mais tarde e recebeu ordem de prisão sem fiança, depois de ser acusado. "Sim, estou fazendo isso por atenção, mas a atenção que busco é dominar o mundo", diz ele no vídeo. “Vou começar a matar pessoas até que chegue a mil [espectadores], e quando atingir mil, vou sair em público e matar mais. Nós não vamos a nenhum cinema. Vamos ficar totalmente desarmados, porque não queremos alertar as autoridades para que pensem que podemos estar em um tumulto real".
Garnier, um autoproclamado artista performático, disse à polícia que estava tentando aumentar a conscientização sobre a crise de opióides do país. No entanto, ao longo do vídeo, que você pode ver abaixo, ele menciona repetidamente querer matar pessoas. "Quando você compartilhar este vídeo, saiba que o Coringa não está brincando quando se trata de um vício sério. Você precisa deixar essas coisas em paz e inspirar as crianças a não fazê-las. E... mate algumas pessoas enquanto você está nisso".
No vídeo, Garnier menciona repetidamente que ele tem bombas em seu veículo, que ele pretende usar se for confrontado pela polícia. Ele entra em um shopping e interage com compradores aleatórios antes de ser confrontado pela polícia, que diz que ele não pode ter o rosto coberto dentro do shopping. Mais tarde, em um restaurante local de St. Louis, Garnier pede um Sprite, dizendo: "Não posso me embriagar quando estou planejando matar um monte de gente". Ele é visto sendo preso pouco tempo depois.
Quase todos os filmes modernos da franquia "Joker" foram relacionados à morte de alguma maneira. Em 2008, depois de interpretar Joker em "O Cavaleiro das Trevas", Heath Ledger morreu de overdose acidental.
Em 2012, durante uma exibição noturna de "The Dark Knight Rises" em Aurora, Colorado, um atirador matou 12 pessoas na platéia e feriu outras 70. Então, uma vez que o filme de 2019 "Joker" estava programado para chegar aos cinemas, as pessoas pediam que os produtores fossem cautelosos em incitar a violência.
Apesar de Joaquin Phoenix sair de uma entrevista quando perguntado sobre a violência do filme, o diretor Todd Phillips atacando a "extrema esquerda", e uma quantidade assustadora de pornografia do Coringa surgindo on-line, o filme de 2019 ganhou vários Oscars e esmagou bilheterias como o filme de quadrinhos mais lucrativo de todos os tempos.
No lado positivo, os moradores do Bronx receberam Whoppers, lanches da rede de fast food Burger King, de graça por tolerar todos que dançavam nas escadas.

