McCoy Tyner, renomado pianista e membro do lendário quarteto de John Coltrane, faleceu nesta semana, aos 81 anos. Em uma declaração publicada nas mídias sociais, a família de Tyner escreveu: "É com o coração pesado que anunciamos a morte da lenda do jazz, Alfred 'McCoy' Tyner".
"McCoy era um músico inspirado que dedicou sua vida à sua arte, sua família e sua espiritualidade", continuou a declaração. "A música e o legado dele continuarão a inspirar fãs e talentos futuros para as próximas gerações".
Natural da Filadélfia, a carreira musical de Tyner durou seis décadas. Ele conheceu Coltrane aos 17 anos e oficialmente se tornou membro de seu quarteto em 1960, ao lado do baixista Steve Davis e do baterista Elvin Jones. Durante um prolongado período de cinco anos, o quarteto gravou alguns dos discos mais marcantes do jazz: "My Favorite Things", de 1961, e "A Love Supreme", de 1965, em particular, são considerados obras-primas.
Das contribuições de Tyner, Coltrane disse em uma entrevista de 1961: "Meu atual pianista, McCoy Tyner, mantém as harmonias, e isso me permite esquecê-las. Ele é o tipo de quem me dá asas e me deixa decolar do chão de tempos em tempos".
Em 1965, Tyner deixou o The Coltrane Quartet para seguir sua própria carreira como líder e compositor de bandas. Através do famoso selo de jazz Blue Note, lançou um trio de álbuns aclamados - "The Real McCoy", de 1967, "Expansions", de 1968 e "Extensions", de 1970. Em 1972, agora assinado com a Milestone, ganhou suas duas primeiras indicações solo ao "Grammy" para o álbum "Sahara".
Por falar em Grammy, ao longo de sua carreira, Tyner recebeu um total de 12 indicações ao prêmio, vencendo três. Em 2002, ele foi nomeado "National Endowment for the Arts Jazz Master", uma das maiores honras dadas a um músico de jazz nos Estados Unidos.

