Ciro Gomes afirma que entrará no STF contra MP de Bolsonaro

Ex-ministro chamou de 'aberrante', 'selvagem' e 'estúpida' a MP publicada no domingo (22)
Ex-ministro chamou de 'aberrante', 'selvagem' e 'estúpida' a MP publicada no domingo (22)

A Medida Provisória (MP) publicada em edição extra do "Diário Oficial da União" na noite do último domingo (22) gerou retaliações por todo o Brasil e segue levantando questionamentos e ações contrárias à medida do presidente Jair Bolsonaro. Ciro Gomes utilizou sua conta no Twitter para afirmar que entrará com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a MP que autoriza empresas a suspender o contrato trabalhista de seus funcionários por quatro meses, sem pagamento de salário, como forma de conter os déficits econômicos em meio à pandemia do novo coronavírus. 

Em dois vídeos publicados na plataforma, o ex-ministro e concorrente de Bolsonaro no primeiro turno das últimas eleições presidenciais chama a MP de "uma das coisas mais aberrantes, selvagens, estúpidas sob o ponto de vista técnico, econômico e, mais do que tudo, social", pouco antes de dizer que a medida também vai contra a própria Constituição Federal.  

"A crise do coronavírus vai atingir violentamente os padrões sanitários, vai expor ao risco de morte milhares de pessoas no mundo e no Brasil. Isto em si já recomenda que o Governo estabeleça uma enorme coordenação, um esforço de cooperação, especialmente porque o Brasil não tem sequer os equipamentos necessários, respiradouros, estrutura de UTI e equipamento de proteção dos profissionais de saúde", explica Gomes, para poder inserir a indignação no contexto de sua fala, já que, no momento de crise, a última coisa que o Governo deve fazer é tirar do trabalhador sua fonte de renda, ou seja, sua chance de lidar com a pandemia de forma equivalente ao que é exigido pelo Ministério da Saúde. 

Na edição feita por Bolsonaro na Medida Provisória, está incluso o direito de "negociação" entre patrão e empregado, e de auxílios governamentais aos trabalhadores, sem especificar as projeções e confiando, acima de tudo, na empatia dos empresários com seus funcionários. "O povo que precisa ficar em casa tem de ser apoiado economicamente porque as pessoas têm contas para pagar, têm que comer, têm que comprar remédios, têm que comprar álcool, máscaras, e isso só pode ser feito se o governo criar um programa de renda mínima de cidadania", afirmou Gomes, deixando claro que entrará com o recurso no STF e lutará para frear as ações de Bolsonaro em meio à pandemia. 

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