De 'Casseta e Planeta' a 'Shrek': Trajetória de Bussunda é relembrada em série do Globoplay

'Meu Amigo Bussunda' mostra a trajetória de Bussunda desde sua infância até os últimos momentos durante a Copa de 2006 na Alemanha
'Meu Amigo Bussunda' mostra a trajetória de Bussunda desde sua infância até os últimos momentos durante a Copa de 2006 na Alemanha
PorMarcos Henderson

A Copa do Mundo de 2006 é lembrada com amargor pelos brasileiros, não apenas pela eliminação da seleção, mas também por uma grande perda no mundo do humor. Naquele ano, exatamente em 17 de junho, morria o comediante Cláudio Besserman Vianna, o Bussunda, aos 43 anos, deixando o país em luto. Agora, 15 anos depois, o Globoplay lança a série "Meu Amigo Bussunda", traçando a trajetória do integrante do "Casseta e Planeta" com homenagens e lembranças dos amigos e familiares. 

A filha de Bussunda, Júlia Vianna, assina a direção da série ao lado de Claudio Manoel e Micael Langer, entregando um relato íntimo e emocionante sobre a carreira do humorista, que ganhou grande notoriedade por causa do "Casseta e Planeta", além de ter ganhado o convite para dublar o personagem Shrek no filme da DreamWorks. 

Para a crítica, sempre sobravam motivos para desmerecer o trabalho de Bussunda, principalmente quando ele aceitou dublar o ogro que viria a se tornar um fenômeno mundial, mas isso nunca manchou seu legado, marcado por um jeito próprio e único de fazer o público rir. 

"Revisitar a vida e a obra do Bussunda foi um processo intenso, visceral, mas também necessário e revigorante. A dor de sua morte foi esmagadora, lidar com isso exigiu muito esforço e consumiu tempo", afirma Claudio Manoel, explicando que o processo para construção da nova série auxiliou os colaboradores a estarem mais perto de Bussunda.

Com imagens inéditas da Copa de 2006, o documentário exibe os últimos momentos de Bussunda na Alemanha, durante sua estadia para gravações do "Casseta e Planeta". Além disso, a série também exibe imagens da infância do comediante, explicando a origem de seu apelido e a entrada na Rede Globo. 

Júlia Vianna, que perdeu o pai aos 12 anos, dirige e escreve o roteiro do quarto capítulo da série, junto com Langer e Manoel. "A discussão sobre o humor dele era um debate que eu precisava ter comigo mesma para tentar entender um pouco melhor o trabalho do meu pai", diz Júlia, emocionada com o resultado final da obra de homenagem. 

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