Globo é condenada a pagar R$ 2 milhões a jornalista que pediu demissão em 2019

O jornalista obteve decisão favorável do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região de Fortaleza (CE) em processo contra a Globo e afiliadas no Ceará
O jornalista obteve decisão favorável do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região de Fortaleza (CE) em processo contra a Globo e afiliadas no Ceará
Marcos Henderson
PorMarcos Henderson

A Rede Globo foi condenada a pagar uma indenização de aproximadamente R$ 2 milhões para o jornalista Kaio Cezar, que ficou amplamente conhecido no país após pedir demissão ao vivo em uma edição do Globo Esporte em fevereiro de 2019, ocasião em que o profissional acusou o diretor Paulo César Norões de assédio e danos morais. 

A decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região de Fortaleza (CE) concedeu a vitória a Cezar após ele conseguir provar alguns dos constrangimentos feitos por Norões contra ele e sua família. O valor final da indenização ainda está sendo calculado pela Justiça, mas garantirá uma quantia alta para o repórter, que moveu o processo contra a Globo, a TV Verdes Mares (afiliada Globo no Ceará), TV Diário (TV local do Sistema Verdes Mares) e Rádio Verdes Mares (a rádio do grupo). 

Em entrevista exclusiva ao portal Notícias da TV, o jornalista afirmou que ficou muito feliz com a decisão favorável do juiz do trabalho Adalberto Ellery Barreira Neto, que considerou válidas as acusações de Cezar, incluindo más condições de trabalho, aproveitamento exagerado de força de trabalho e dificultação proposital para fiscalizações dentro dos estúdios em que os profissionais da TV Verdes Mares trabalhavam.  Cezar alegou, entre outros pontos, que a Globo se aproveitou da força de trabalho e pouco fiscalizou a situação à qual ele e seus colegas foram submetidos na TV Verdes Mares em transmissões do SporTV e do Premiere.

Cezar, que também fez transmissão para o SporTV e o Premiere na TV por assinatura, afirma que não recebeu por alguns desses trabalhos, a exemplo de quando participou da cobertura da Copa do Mundo de 2014, ocasião em que ele coordenou as entradas ao vivo no SporTV. Os advogados do repórter argumentaram que o dinheiro do trabalho era repassado pela Globosat à Verdes Mares, que não completava o pagamento ao colaborador. 

Nas escrituras do processo, César faz acusações diretas contra Norões, afirmando que ele o xingou em determinada reunião e chegou a fazer comentários machistas contra sua esposa. 

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