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Caso Moïse: Dono do quiosque Tropicália permanece ileso

Marcos Henderson
Atualizado há mais de 4 anos
Caso Moïse: Dono do quiosque Tropicália permanece ileso
O dono do quiosque Tropicália afirmou à polícia que não havia dívidas com Moïse e que ele não conhece os agressores

O dono do quiosque Tropicália, onde Moïse Kabagambe morreu após ser espancado por cerca de 15 minutos, permanece ileso na Justiça, sobretudo devido às últimas declarações de sua defesa, afirmando à polícia que o empresário não conhece os agressores e não estava no local no momento do episódio. 

Além disso, os advogados do dono do quiosque disseram que não havia nenhuma dívida com a vítima, ao contrário do que foi dito pelos familiares nos relatos à imprensa, e que só havia um funcionário do estabelecimento no local no horário em que o congolês foi espancado cruelmente até a morte. 

Na última terça-feira (1º), três homens foram presos pelas agressões e deverão responder por homicídio duplamente qualificado com impossibilidade de defesa e meios cruéis, já que os agressores utilizaram pedaços de madeira para disparar duros golpes contra a vítima no quiosque localizado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. 

Os agressores presos não têm vínculo de gerência no estabelecimento, e um deles, identificado como Fábio Silva, vende caipirinhas na praia e estava escondido na casa de parentes em Paciência. Alisson Cristiano Alves de Oliveira, de 27, também foi preso após divulgar um vídeo em que confessa ter participado do espancamento, mas diz que ninguém queria matar Moïse.

As imagens chocantes das câmeras de segurança do quiosque Tropicália evidenciam a crueldade dos agressores, que se uniram para imobilizar Moïse no chão e criaram um esquema de revezamento para não encerrar os golpes. Mesmo assim, Alisson insistiu em dizer que a intenção não era leva-lo à morte. 

Ouvido na 16ª DP (Barra da Tijuca), o dono do quiosque prestou esclarecimentos sobre o ocorrido e, junto à defesa, afastou sua culpa no espancamento do congolês, negando que havia dívidas pendentes com a vítima e enfatizando que estava descansando em casa durante os ataques. 

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