A tradição da teledramaturgia não falha, e não é à toa que Amor Perfeito ficará por vários meses no ar, afinal oito anos de prisão não foram suficientes para formular um senso de estratégia na mentalidade de Marê (Camila Queiroz), que acredita fielmente na vantagem absoluta após deixar a prisão, perde um tempo crucial com a indecisão sobre Orlando (Diogo Almeida) e presenteia Gilda (Mariana Ximenes) com um ambiente favorável a um novo golpe.
Sem tempo a perder, Gilda faz o oposto da enteada, correndo de um lado para o outro com o intuito de enganar Marê novamente, ainda com o auxílio constante de Gaspar (Thiago Lacerda) e do corrupto Albuquerque (Beto Militani), peça fundamental no jogo contra a personagem de Camila Queiroz.
Nos próximos capítulos, inclusive, o delegado vai protagonizar novas mentiras para manipular Marê, fazendo com que ela acredite na morte do próprio filho e criando um cenário potente para Gilda ressurgir das cinzas como uma madrasta cheia de empatia. Para se ter uma ideia, a megera conseguirá deixar a enteada comovida ao revelar que perdeu um filho.
Manipulada com grande facilidade, Marê não consegue se vingar, não consegue encontrar o filho e sequer tem noção do que realmente quer para a vida amorosa. Pelo visto, ainda vai demorar muito para a protagonista organizar sua rotina.

