Pascoal (Juliano Cazarré) nunca conheceu a palavra "limite" em Fuzuê, mas ele tem conhecimento e elegância de sobra para disfarçar seu lado mais cruel na novela das sete, pelo menos quando precisa demonstrar algum tipo de sobriedade intelectual. Já nos momentos solitários, ele se mostra um verdadeiro psicopata, capaz de abandonar qualquer aliança para alcançar seus objetivos. Nos próximos capítulos, o bandido sobe um degrau e começa a se insinuar diariamente para Preciosa (Marina Ruy Barbosa), na esperança de garantir os melhores privilégios dentro e fora da Conde de Montebello.
Após se tornar presidente da empresa deixada como herança por César (Leopoldo Pacheco), Pascoal reforça sua ambição ao demonstrar que ainda não está nem um pouco satisfeito. Suas metas são muito maiores na trama escrita minuciosamente por Gustavo Reiz, e não é à toa que ele começa a cercar Preciosa por todos os lados, exigindo informações atualizadas sobre o golpe contra Luna (Giovana Cordeiro), a caça ao tesouro e todas as outras metas paralelas da ruiva.
Quem começa a entrar em parafuso com o excesso de planos alucinantes é Heitor (Felipe Simas), principalmente quando ele percebe a proximidade gradativa entre Pascoal e Preciosa. Este será um dos grandes motivos de impasse dentro do núcleo dos antagonistas, já que o deputado simplesmente não consegue suportar a ideia de perder a esposa para o seu assistente.
Após fisgar a atenção de Preciosa, resta apenas regar o terreno antes de dar início às primeiras propostas ousadas. Inicialmente, Pascoal se irrita ao perceber que a aliada está deixando de dividir informações com ele, mas é aí que o canalha usa sua maior carta na manga: as chaves de lua e sol, que são prontamente entregues nas mãos da patricinha antes do assistente de Heitor disparar suas novas propostas de parceria.

