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Polilaminina: medicamento brasileiro avança em testes para tratar lesão medular

Nova substância desenvolvida no Brasil traz esperança para pacientes com paraplegia e tetraplegia, mas ainda aguarda aprovação para estudos clínicos ampliados

Polilaminina: medicamento brasileiro avança em testes para tratar lesão medular
Bruno Drummond Freitas - Foto: Arquivo Pessoal

Uma inovação científica brasileira está chamando a atenção do mundo médico: a polilaminina, substância criada a partir de uma proteína da placenta, promete revolucionar o tratamento de lesões na medula espinhal. O medicamento, que vem sendo desenvolvido há mais de duas décadas por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), já apresentou resultados animadores em testes iniciais com humanos e animais.

A polilaminina atua estimulando a regeneração dos neurônios e a formação de novas conexões nervosas no local da lesão. Isso pode permitir a recuperação de movimentos perdidos após acidentes que causam paraplegia ou tetraplegia. Nos estudos realizados até agora, pacientes que receberam a aplicação da substância diretamente na medula apresentaram diferentes graus de melhora motora, reacendendo a esperança de milhares de pessoas que vivem com sequelas graves.

Apesar do otimismo, o medicamento ainda está em fase experimental. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa a liberação para a realização de estudos clínicos mais amplos, que são necessários para comprovar a segurança e a eficácia da polilaminina em um número maior de pacientes. Enquanto isso, especialistas recomendam cautela e ressaltam que cada caso é único, podendo haver variações nos resultados.

O desenvolvimento da polilaminina também envolve desafios de produção, já que a proteína é extraída de placentas humanas doadas em condições controladas. O laboratório responsável pelo medicamento já investiu milhões de reais no processo e aguarda sinal verde para ampliar os testes em hospitais públicos de São Paulo.

Se os próximos estudos confirmarem os resultados positivos, a polilaminina pode se tornar o primeiro tratamento capaz de reverter danos na medula espinhal em humanos. O avanço representa um marco para a ciência nacional e pode abrir caminho para novas terapias em áreas antes consideradas sem solução. Por enquanto, pacientes e profissionais de saúde acompanham de perto cada etapa, na expectativa de que a inovação saia dos laboratórios e chegue ao dia a dia de quem mais precisa.

Imagem do autor Ricardo Pujol
Sobre o autorRicardo Pujol
Iniciou sua carreira na área de publicidade e propaganda, atuando neste mercado desde 2010. Formado em Administração e aqui escreve sobre esportes, entretenimento e mais.

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