Em uma final dramática e decidida nos detalhes na Puskás Arena, em Budapeste, o PSG superou o Arsenal na disputa por pênaltis por 4 a 3, após um empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação.
Com a vitória consagradora, o PSG alcança o cobiçado bicampeonato consecutivo da UEFA Champions League (tendo vencido a Inter de Milão na temporada passada). O feito coloca o clube em um patamar raríssimo: o Paris se tornou apenas a segunda equipe em todo o século XXI a conquistar títulos consecutivos do torneio, igualando o feito até então exclusivo do Real Madrid. Pelo lado dos Gunners, a frustração bateu forte na trave na busca pelo primeiro troféu de sua história.
O Jogo: Gol-relâmpago e resposta na etapa final
A decisão começou elétrica e com contornos dramáticos para a zaga brasileira. Logo aos 5 minutos de jogo, o capitão do PSG, Marquinhos, tentou afastar o perigo, mas a bola rebateu em Trossard e sobrou limpa para Kai Havertz. O atacante alemão avançou em velocidade e soltou uma bomba sem chances para o goleiro Safonov, abrindo o placar para o Arsenal. Com a vantagem, os ingleses recuaram as linhas e armaram uma verdadeira fortaleza defensiva, neutralizando a posse de bola sufocante do Paris.
A insistência dos comandados de Luis Enrique só deu resultado no segundo tempo. Aos 16 minutos, a joia Khvicha Kvaratskhelia partiu para cima e foi derrubado na área. O árbitro assinalou a penalidade máxima e, com extrema frieza, Ousmane Dembélé deslocou o goleiro David Raya para deixar tudo igual no marcador. O PSG ainda carimbou a trave com Kvaratskhelia na reta final, mas a igualdade persistiu no tempo normal e em uma prorrogação física e muito truncada.
A Drama dos Pênaltis e o Destino de Gabriel Magalhães
Na marca da cal, a tensão tomou conta do estádio na Hungria. Pelo lado do PSG, Gonçalo Ramos, Doué, Hakimi e o brasileiro Lucas Beraldo converteram suas cobranças com precisão, enquanto Raya defendeu o chute de Nuno Mendes. Pelo Arsenal, Gyökeres, Rice e Gabriel Martinelli balançaram as redes, mas Eze acabou desperdiçando ao chutar para fora.
O destino do título ficou nos pés do outro xerife da Seleção Brasileira. Na última cobrança da série alternada, o zagueiro Gabriel Magalhães isolou a bola por cima do travessão, decretando o placar de 4 a 3 nos pênaltis e dando início à festa desenfreada dos jogadores franceses no gramado.
Apesar do erro doloroso na finalíssima, Gabriel Magalhães e o capitão campeão Marquinhos agora viram a chave de forma imediata. Os dois defensores viajam direto de Budapeste para se apresentar ao elenco do Brasil, iniciando os preparativos finais focados na Copa do Mundo de 2026.
