A Venezuela vive uma das maiores tragédias de sua história recente. O número de mortos provocados pelos dois terremotos que atingiram o norte do país em 24 de junho chegou a 1.943, segundo o balanço oficial divulgado nesta terça-feira (30). Além das vítimas fatais, mais de 10,5 mil pessoas ficaram feridas, enquanto equipes de resgate seguem trabalhando na esperança de encontrar sobreviventes sob os escombros.
Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas 39 segundos de diferença, um fenômeno raro conhecido como "terremoto duplo". De acordo com especialistas, foi o maior evento sísmico registrado na Venezuela em mais de 100 anos, causando destruição em larga escala em estados como La Guaira, além de danos significativos na capital, Caracas.
Prédios residenciais, hospitais, escolas e vias ficaram destruídos ou sofreram danos estruturais. O colapso de centenas de edificações dificultou o acesso das equipes de socorro, que ainda enfrentam falta de energia, bloqueios em estradas e risco de novos desabamentos. A ONU coordena uma ampla operação humanitária com o apoio de dezenas de países e milhares de socorristas especializados.
Especialistas explicam que o desastre foi agravado pela sequência dos dois fortes abalos, que comprometeram estruturas já fragilizadas pelo primeiro tremor. Esse tipo de evento é incomum e aumenta significativamente o potencial de destruição, já que muitas construções acabam cedendo após o segundo impacto.
Enquanto as buscas continuam, o governo venezuelano mantém estado de emergência nas áreas mais afetadas. Milhares de pessoas permanecem desalojadas, e os prejuízos materiais ainda estão sendo contabilizados. Autoridades alertam que o número de vítimas pode continuar aumentando à medida que novas regiões são alcançadas pelas equipes de resgate.
