A “Warner Bros” está apostando em um novo longa para compor a franquia “Tarzan”, que acaba de atingir diversas críticas negativas com o lançamento do remake animado “Tarzan – A Evolução da Lenda”, da produtora alemã “Constantin Film”.
O novo filme conseguiu ser totalmente desprezado pela imprensa especializada e representou um grande fracasso, sobretudo pela comparação com a aclamada produção da Disney, de 1999.
Agora, quem aposta na história é a Warner, que já tratou de contratar Skarsgard, conhecido por seu trabalho no seriado de TV “True Blood”, que será acompanhado por Samuel L. Jackson, Margot Robbie - que ficará com o papel de Jane Porter - e Christoph Waltz no elenco.
A expectativa é de que o roteiro seja fielmente baseado na narrativa clássica do homem que acabou ficando órfão bem jovem e foi criado na floresta, porém com as devidas adaptações ao mundo real, com situações realísticas de vida.
O projeto ainda está na fase de pré-produção, e apesar de ter estreia marcada somente para 2016, já é visto com certa desconfiança por alguns fãs da franquia, que não imaginam as cenas sendo recompostas com atores reais na atual geração de filmes hollywoodianos.
"Reunimos um elenco internacional fabuloso para representar esta história extraordinária", disse o presidente de produção mundial do estúdio, Greg Silverman, em comunicado divulgado recentemente.
"Tarzan tem sido um personagem duradouro e enigmático no cinema por mais de um século. As aventuras de um homem, na encruzilhada entre dois mundos, têm entretido e intrigado jovens e idosos, e estamos emocionados em trazê-lo de volta ao cinema para uma nova geração", acrescentou Sue Kroll, presidente de distribuição internacional da Warner.
A grande discussão sobre os remakes, principalmente quando não apenas um estúdio, mas vários apostam na releitura, transmite a ideia de que as novas ideias estão com um nível alto de escassez. Afinal, pergunta-se: Qual o motivo de utilizar um filme antigo, já renomado no cinema, e transmitir uma versão atualizada com a mesma história?
É claro que, muitas vezes, é necessário criar uma obra moderna para um longa que eternizou-se mas ficou estagnado na tecnologia de épocas passadas. O novo molde de técnicas cinematográficas fazem com que determinada trama pareça bem mais fiel ao que deveria ter sido, sobretudo quando se trata de filmes de ficção científica, quando é o caso de Robocop, que tem tudo para ser um grande sucesso. “Tarzan – A Evolução da Lenda”, por sua vez, mostrou que o longa da Disney ainda está a um nível muito acima, por se tratar de uma animação nova aos espectadores, e conseguir emocionar com uma história que, apesar de antiga, ser nova para as crianças de cada década.

