Embora a expectativa fosse alta para que o cinema brasileiro voltasse para casa com o "Oscar britânico", o Bafta, debaixo do braço com as indicações de "O Agente Secreto", a noite foi de celebração acabou não saindo como esperado. O longa de Kleber Mendonça Filho, protagonizado por Wagner Moura, marcou presença em duas categorias de peso, consolidando o Brasil como uma força indispensável no cenário global atual.
A Performance de "O Agente Secreto"
O filme chegou à cerimônia com o prestígio de quem já conquistou a crítica internacional, mas enfrentou concorrentes fortíssimos em um ano particularmente inspirado para o cinema mundial.
Melhor Filme em Língua Não Inglesa: O prêmio acabou indo para o norueguês Valor Sentimental (Sentimental Value), de Joachim Trier. O filme brasileiro disputava em uma categoria acirrada que também incluía o iraniano Foi Apenas um Acidente.
Melhor Roteiro Original: Kleber Mendonça Filho foi reconhecido pela escrita afiada, mas a estatueta ficou com Ryan Coogler por Pecadores (Sinners).
No Tapete Vermelho: Wagner Moura, embora não tenha sido indicado individualmente (o que muitos críticos consideraram um "snub"), foi um dos destaques do tapete vermelho, atraindo olhares da imprensa internacional e reforçando o prestígio da produção.
Outros Brasileiros na Disputa
Não foi só Kleber que representou o verde e amarelo. O Brasil teve um dos seus melhores anos em termos de volume de indicações:
Adolpho Veloso concorreu em Melhor Fotografia pelo filme Sonhos de Trem (Train Dreams), mas perdeu para Michael Bauman (Uma Batalha Após a Outra).
Petra Costa marcou presença na categoria de Melhor Documentário com Apocalipse nos Trópicos, perdendo para o favorito Mr. Nobody Against Putin.
Os Grandes Vencedores da Noite
Se houve um nome que definiu o BAFTA 2026, foi Paul Thomas Anderson. Seu filme, Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another), foi o grande trunfo da noite.

















