Falta pouco para que o público venha a conhecer a novela das 23h, da Rede Globo. “Liberdade, Liberdade” ficará na faixa ocupada anteriormente por “Verdades Secretas” e tem o grande desafio de manter ou ainda melhorar a audiência do horário. A trama se passará na época do Brasil colonial e abordará vários temas polêmicos, como a inconfidência mineira, a posição da mulher na sociedade, a escravidão e até mesmo a homossexualidade. Esse último tópico promete fortes emoções com o personagem André, interpretado por Caio Blat, mas ainda assim é possível que não haja beijo entre dois homens no folhetim.
O tema está sendo tratado como tabu na emissora, Blat e Ricardo Pereira terão um romance na obra. Segundo a Globo, a cena ainda não foi escrita, muito menos, gravada e pode não acontecer. A situação já é polêmica para enredos com histórias passadas em tempos modernos, imagina para uma onde o casal estaria vivendo no Brasil de 1808.
Na novela, André é um gay enrustido que viverá um romance no estilo “Brokeback Mountain” com o coronel Tolentino, interpretado por Pereira. O rapaz é filho de Raposo (Dalton Vigh), homem que criou Joaquina (Andreia Horta), filha de Tiradentes (Thiago Lacerda), ela é a protagonista da trama.
O rapaz terá uma paixão reprimida pelo português e passará por muitos conflitos para assumir sua homossexualidade. Esse não será um grande desafio para o ator, que está acostumado a fazer papéis marcantes e com certeza irá arrasar na história. A paixão desenvolvida por André terá alguns toques de brutalidade, vale ressaltar seu tórrido envolvimento com Gironda (Hanna Romanazzi), uma prostituta jovem e interesseira, com que terá um romance velado. Confira 5 motivos de ouro para não perder a estreia de Liberdade, Liberdade.
Caio falou um pouco sobre seu personagem no lançamento do folhetim, que ocorreu na quinta-feira (31). “Ele é um homem delicado. Aos poucos ele vai descobrindo essa questão do desejo dele. Ele começa a se sentir atraído por outros homens. Ele não entende isso direito. Na época, a homossexualidade era punida com a fogueira. É um processo bonito dele descobrindo o seu desejo e muito sofrido também”.
Ele fez um árduo estudo sobre como era a sexualidade na época em que se passa “Liberdade, Liberdade”, para assim entender melhor seu personagem. As denúncias e os atos da inquisição que contam histórias de pessoas hereges e que foram para a fogueira acusadas de pederastia. Para deixar a história ainda mais complicada, será justamente por um homem bruto, o mesmo responsável por capturar Tiradentes, por quem André se apaixonará.
“Ele vai se aproximar muito do capitão Tolentino, que é um homem muito violento, e de alguma maneira eles começam a ficar muito próximos, vamos ver como isso vai se desenvolver”, diz. Blat torce para que o público entenda o conflito de seu personagem e acredita que, por se tratar de uma novela de época, o drama do pederasta será ainda maior. “Espero que o público entenda o sentimento do André. O desejo dele não é uma escolha e numa sociedade cheia de preconceito como era na época, tornava a vida dele um inferno. Seria bom as pessoas verem como esse tipo de repressão faz as pessoas sofrerem em qualquer época”.
“Liberdade, Liberdade” estreia dia 11 de abril e traz sua trama assinada por Mario Teixeira, com base nos argumentos de Márcia Prates. Se passará no século 18 e contará a história de Joaquina da Silva Xavier, filha de Tiradentes. O elenco é de peso e conta com os nomes de Bruno Ferrari, Zezé Polessa, Nathália Dill, Mateus Solano, Maitê Proença, Sheron Menezzes, Ricardo Pereira, Regina Duarte, Marco Ricca, Lília Cabral e Osmar Prado. A direção é de Vinícius Coimbra.

