O jornalismo brasileiro perdeu um de seus nomes mais brilhantes e sofisticados. Morreu na manhã desta quinta-feira, 16, o jornalista Renato Machado, aos 83 anos. Ele estava internado na Clínica São Vicente, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa do falecimento não foi divulgada pela família ou pela instituição médica.
Com uma carreira que atravessou gerações, o profissional construiu uma trajetória de mais de quatro décadas na TV Globo, onde se tornou sinônimo de credibilidade e elegância na tela. Sua contribuição para o telejornalismo nacional é imensurável, tendo participado da cobertura de alguns dos momentos mais marcantes da história recente do Brasil e do mundo.
Antes de se consolidar nas bancadas brasileiras, ele se destacou como correspondente internacional em Londres. Na Europa, cobriu eventos de relevância global, como o desastre nuclear de Chernobyl, em 1986, e a Guerra das Malvinas, em 1982. Sua capacidade de traduzir a complexidade do cenário internacional para o público brasileiro moldou os padrões do jornalismo televisivo da época.
No entanto, foi no comando do Bom Dia Brasil que ele alcançou sua maior popularidade. Entre 1996 e 2010, atuou como apresentador e editor-chefe do matinal, liderando uma profunda reformulação que tornou o formato mais dinâmico, informal e focado em debates integrados entre diferentes capitais. Além disso, o jornalista teve passagens marcantes pelo Jornal da Globo, RJTV e fez parte do rodízio de apresentadores na bancada do Jornal Nacional.
O veterano estava afastado das telas desde novembro de 2021, quando se aposentou da emissora carioca. Longe da televisão diária, ele não abandonou a comunicação. Nos últimos anos, dedicou-se a projetos pessoais, comandando um podcast voltado para a análise de notícias internacionais e compartilhando conteúdos sobre estilo de vida em suas redes sociais, mantendo-se ativo e próximo de seu público cativo.

