A nova novela das 23h escalada oficialmente para a grade da Rede Globo, Liberdade, Liberdade, exibiu somente três episódios até o momento, mas a meta de audiência da emissora carioca continua excelente, principalmente quando analisamos os dados registrados no episódio de estreia, em uma marca em torno de 27 pontos, olhando pelo fato de que a expectativa dos produtores responsáveis pelo folhetim é de 15 pontos na média geral.
Tendo isso em mente, já sabemos que na última terça-feira (12) os valores foram diminuídos para a faixa de 20 pontos, e isso começou a gerar algumas matérias totalmente fora de sentido na web, já que, na maioria delas, os redatores deixaram explícita uma possível preocupação nos bastidores do Projac, algo que, de maneira nenhuma, seria evidenciado no momento, sobretudo pela proximidade com a estreia e pela superação, com folga, da meta pré-estabelecida.
Liberdade, Liberdade é uma trama que mostra exatamente a nova proposta apresentada pela Globo nesta etapa de 2016, já que, com o passar dos tempos, os telespectadores se acostumaram muito com histórias simples e, de certa forma, não muito relevantes aos aspectos de formação dos ideais críticos da sociedade, mas isso está sendo deixado de lado, já que a emissora está à frente de obras repletas de contextos históricos brasileiros, tanto com a presença da luta pelo renascimento do Rio São Francisco, em Velho Chico, quanto pelas brigas ideológicas e revolucionárias de Joaquina (Andreia Horta), na trama das 23h.
Este será um ano de prováveis grandes conquistas à Rede Globo, não apenas no quesito de audiência, pois este ainda é controverso nas discussões mais recentes sobre o assunto, já que o público parece não ter aceitado as mudanças da melhor maneira, mas também pela qualidade artística de suas produções atuais, beirando a impecabilidade de direção e enredos misteriosos, sérios e repletos de boas referências aos aspectos que fundamentaram o desenvolvimento de nossa sociedade.

