Alvo de diversos elogios na primeira fase de Velho Chico, interpretando o bravo e destemido Santo, atualmente interpretado por Domingos Montagner, Renato Góes emocionou em várias ocasiões, sobretudo na cena em que Belmiro (Chico Diaz) é baleado por Cícero (Pablo Morais) e acaba morrendo, mostrando um lado dramático de excelente qualidade do jovem ator, atualmente com 29 anos de idade e muito trabalho pela frente, a exemplo da próxima novela das 21h, A Lei do Amor, com data de estreia prevista para meados de outubro, sem um dia certo pré-definido, já que possíveis alterações na trama dirigida por Luiz Fernando Carvalho podem modificar sua estrutura inicial.
De acordo com informações recentes divulgadas em alguns portais especializados nos bastidores do Projac, Góes será responsável por viver um personagem ousado na próxima trama global, envolvendo-se em um relacionamento amoroso com ninguém menos que Cláudia Raia, em uma temática cheia de mistérios e uma descrição bem provocante sobre o papel da atriz, adiantada pelos produtores como uma "devoradora de homens", capaz de realizar qualquer façanha para conseguir levar seus alvos para a cama.
A entrada de Renato, entretanto, não será realizada na fase inicial do folhetim, já que haverá um período de apresentação e adaptação dos personagens, da mesma forma que aconteceu em Velho Chico, fornecendo aos telespectadores todos os aspectos principais que fomentam os principais acontecimentos e intrigas das fases seguintes.
Espera-se, porém, que a evolução do enredo com a passagem de tempo não gere os mesmos sentimentos negativos gerados na atual produção exibida na faixa nobre, a exemplo de Afrânio, que recebeu diversos elogios sob interpretação de Rodrigo Santoro, mas está recebendo uma chuva de xingamentos na atual fase, já sob a pele de Antônio Fagundes, responsável por descaracterizar totalmente a figura sombria e misteriosa do coronel.
A Lei do Amor tem tudo para alavancar a proposta atual da Rede Globo em fornecer ao público tramas mais complexas e com temáticas de cunho político, adotando fatores históricos como seus principais meios de escrita, a exemplo de Liberdade, Liberdade, que utiliza o contexto posterior à Inconfidência Mineira para mesclar as lutas de Joaquina (Andreia Horta), filha de Tiradentes, com romances de tirar o fôlego.

