Em Velho Chico, Encarnação (Selma Egrei) viveu mais de um século para ver sua família passar por inúmeros conflitos. Enterrou o marido, um filho, mandou matar rivais para proteger o nome dos Sá Ribeiro, fez de tudo para Afrânio (Antônio Fagundes) assumir a posição de coronel e viu tudo o que construiu ser ameaçado por Carlos Eduardo (Marcelo Serrado), outrora parte do clã, que utilizou de vários subterfúgios para colocar suas mãos na riqueza e poder dos Saruês. A centenária confrontou o político da melhor forma que pode, mas não conseguiu destruí-lo antes de sua própria morte. O pai de Tereza (Camila Pitanga) errou em suas escolhas e nada fez para auxiliar a mãe contra o deputado, por quem nutria grande estima, mas assim que perder sua progenitora não conseguirá evitar o choque.
A morte da matriarca vai deixar o antigo coronel muito abalado. Quem imaginaria que ele sentiria tanto uma perda? Afrânio se posiciona tristemente ao lado do corpo e começa a falar como se a mulher o pudesse ouvir. No monólogo, ele fala sobre Martim, morto pelo pai de criação de Miguel (Gabriel Leone), e afirma que o filho não foi embora e muito menos morreu, apenas está percorrendo o rio, como sempre teve vontade. “A senhora cansou de me jogar na cara que eu não tinha tempo nem para isso, nem para levar meu filho por esse rio. Ele me atormentando de um lado e a senhora do outro! Logo a senhora, que odiava esse rio mais do que tudo, vinha me cobrar de levar seu neto para passear. Ai, ai... E eu devia ter levado ele, mainha. Devia ter tido tempo para isso. Tempo eu tive, não tive foi saco, vontade, não tive a decência. Mas vou ter”, se repreende diante da falecida mãe. Afrânio vai sofrer mesmo com essa perda. Ficou curioso para saber mais? Leia os resumos de “Velho Chico”, o Diário 24 Horas disponibiliza todas as novidades para você.

