Dólar atinge R$ 4,63 e Guedes aposta em reformas para elevar economia no Brasil

Ministro mantém otimismo e tenta afastar polêmicas
Ministro mantém otimismo e tenta afastar polêmicas
PorMarcos Henderson05/03/2020 11h55

Paulo Guedes já disse inúmeras vezes que a meta de crescimento para a economia brasileira, em 2020, é de aproximadamente 2%, mas até o momento, o ministro da Economia do governo Bolsonaro resume suas estratégias em aguardar os resultados das reformas ou a dizer que está tudo acontecendo conforme previsto. Na última quarta-feira (4), Guedes afirmou que o crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, menor alta nos últimos três anos, estava dentro do esperado pelo especialistas, e que não entende o porquê da "comoção".

“Então até agora eu não diria que houve surpresa nenhuma. Estou surpreso com a surpresa que vocês estão tendo”, explicou em entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Nesta quinta (5), o dólar voltou a subir pela 12ª sessão consecutiva, e estabilizou na casa dos R$ 4,60, chegando a atingir R$ 4,63 na máxima, gerando novos comentários sobre a impossibilidade de conter a desvalorização do real, sobretudo em meio ao surto do Coronavírus, um dos fatores de maior destaque na economia mundial. 

A alta acumulada no ano chega a 15% e gera um cenário de caos para o ministro, que começa a aparecer em algumas matérias jornalísticas com prazo de validade no Ministério, e não parece fazer questão de apresentar planos concretos. Pelo contrário, ele mantém ondas de otimismo e afirma repetidas vezes que a economia brasileira tem "dinâmica própria", além de apostar suas fichas na exportação agrícola para a China, um dos principais parceiros econômicos do Brasil. 

"Naturalmente, quando o mundo começa a desacelerar, quem sofre os maiores impactos são as economias mais abertas, então a crise começou na China. E a China é uma economia muito aberta, então ela pega o maior dos impactos", disse Guedes na quarta-feira. "Os maiores parceiros comerciais dela vão sofrer impacto também. A China compra muito produto agrícola do Brasil, ela não vai parar de comer. Chinês pode ter coronavírus, ele vai precisar comprar soja, vai continuar comprando produtos agrícolas nossos”, finalizou o ministro. 

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Sobre o autorMarcos Henderson
Publicitário, músico e, aqui, escrevo sobre o que as diferentes culturas têm a nos dizer. Como artista, celebro a força da arte e conto histórias do entretenimento. Twitter: @marhoscenderson