O Atlético de Madrid recebe o Club Brugge no Riyadh Air Metropolitano em uma situação de equilíbrio absoluto após o empate por 3 a 3 na Bélgica pelos playoffs da Champions League. Diego Simeone enfrenta um dilema tático: manter sua identidade defensiva histórica ou abraçar a vocação ofensiva demonstrada por Julián Álvarez e Ademola Lookman, que foram fundamentais para os gols na partida de ida. O Atlético tem um registro impecável em casa em fases eliminatórias, não perdendo no seu estádio pela Champions League desde 1997, o que confere um favoritismo psicológico considerável.
No entanto, o Club Brugge provou ser um adversário resiliente, buscando o empate aos 89 minutos no primeiro jogo. A ausência de Raphael Onyedika por acúmulo de cartões é uma perda significativa para a estrutura de contenção belga, forçando o técnico a buscar alternativas no meio-campo para travar a dinâmica de Álvarez, que recentemente superou marcas de Lionel Messi ao atingir 20 gols na competição de forma acelerada. Se o Atlético avançar, terá pela frente gigantes ingleses como Tottenham ou Liverpool nas oitavas de final.
A pressão sobre o Atlético é institucional. Uma queda nesta fase seria um retrocesso financeiro para um clube que se acostumou a figurar entre os oito melhores da Europa. A estratégia deve envolver uma pressão asfixiante nos primeiros 20 minutos, visando desestabilizar a zaga belga e capitalizar sobre a atmosfera hostil do Metropolitano, onde a torcida joga um papel de "décimo segundo homem" em noites europeias.
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Atlético de Madrid
Club Brugge







