Translation: Black Eyed Peas lança álbum com Shakira e menção a Anitta

'Translation' reforça os desejos do grupo em dominar o cenário da música urbana
'Translation' reforça os desejos do grupo em dominar o cenário da música urbana
PorMarcos Henderson19/06/2020 11h45

O Black Eyed Peas lançou seu novo álbum, “Translation”, com colaborações de Shakira, Maluma, entre outros. O disco é um lançamento de total influência latina com principal propósito de compartilhar um pouco de alegria com o mundo em meio à "desgraça e tristeza", conforme dito por Will.i.am em entrevista ao Entertainment Tonight, onde o músico também falou sobre a música como instrumento para obtenção de paz durante a pandemia.

“Isso é o que está me mantendo. Isso me deu vida agora. Essa é a única alegria que eu tenho”, disse, antes do lançamento oficial do novo álbum, que já apresenta “Girl Like Me!” como provável hit, graças à poderosa participação de Shakira e um pequeno detalhe que simboliza um grande reflexo no Brasil: uma menção à cantora Anitta na letra.

Will.i.am ainda falou sobre a qualidade do trabalho ao lado de Shakira. “Ela está em um nível totalmente diferente! Ela vem com observações e é incrível. Mas ela faz isso de uma forma muito gentil, humilde e doce, fazendo com que você queira agradar todas as preocupações dela. E isso exige um negociador muito habilidoso, um ótimo colaborador. Foi uma alegria trabalhar com ela", garantiu o astro. 

Entretanto, a reação ao álbum divide opiniões, tanto do público quanto da crítica. Sem tantos elogios com relação à criatividade ou à potência de Translation, sobretudo com os grandes lançamentos recentes (Chromatica de Lady Gaga ou o emblemático Fetch the Bolt Cutters, de Fiona Apple), a nova obra do Black Eyed Peas ecoa sentimentos de companheirismo e confraternização, sem pretensões de se tornar uma referência musical histórica, e talvez seja exatamente esse ponto que as críticas deixem de considerar nas avaliações. 

Outros questionam o porquê do mergulho na música latina justo quando esta passou a garantir uma fatia enorme de mercado nos últimos anos. Muitos sugerem uma tentativa frustrada de permanecer relevante, enquanto outros exaltam as qualidades dos ritmos abordados pelo grupo. Segundo os membros do grupo, a proposta é uma extensão do desejo de dominar o cenário da música urbana. Será que deu certo? 

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Sobre o autorMarcos Henderson
Publicitário, músico e, aqui, escrevo sobre o que as diferentes culturas têm a nos dizer. Como artista, celebro a força da arte e conto histórias do entretenimento. Twitter: @marhoscenderson