DefundBolsonaro: Campanha expõe destruição da Amazônia ao mundo

Movimento cobra medidas contra os crimes ambientais na Amazônia e acusa Bolsonaro de negligência
Movimento cobra medidas contra os crimes ambientais na Amazônia e acusa Bolsonaro de negligência
PorMarcos Henderson03/09/2020 12h00

"Bolsonaro está queimando a Amazônia. De novo". A frase é exibida em tamanho mais que visível na página inicial da campanha "DefundBolsonaro", criada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o Observatório do Clima, a Mídia Índia e o movimento 342 Amazônia. 

O objetivo é simples de compreender, mas o recurso de convencimento é doloroso de assistir: múltiplas imagens de destruição das florestas ilustram o motivo pelo qual o movimento foi criado e fornecem ao texto explicativo exibido no site (defundbolsonaro.org) a ambientação necessária para a compreensão. 

"A Amazônia, principal polo de biodiversidade da Terra, e as nações indígenas que a protegem, estão em estado crítico. Bolsonaro está sufocando nossa esperança de um planeta habitável. O governo de Bolsonaro levou a destruição da Amazônia a níveis insuportáveis. É nossa responsabilidade geral pará-lo", explica o texto apresentado na página oficial do movimento.

A página oficial da campanha explica por que Bolsonaro é um risco à Amazônia
A página oficial da campanha explica por que Bolsonaro é um risco à Amazônia
A página oficial da campanha explica por que Bolsonaro é um risco à Amazônia

"Os incêndios na Amazônia não são incêndios florestais. São atos criminosos apoiados pela administração Bolsonaro e pelos grandes negócios. Eles fazem parte de uma cadeia de produção, de comércio e de investimentos maculados que estão todos contaminados", continua.

A campanha também aposta em algumas medidas que podem auxiliar diretamente no salvamento da Amazônia, incluindo o aumento das penas para crimes ambientais e a retomada imediata do  Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). Além disso, é cobrada a demarcação de terras indígenas e quilombolas, a reestruturação do Ibama, Funai e ICMBio, a moratória do desmatamento na Amazônia e a regularização das Unidades de Conservação. 

O site também direciona os visitantes à petição "Todos Pela Amazônia", do Greenpeace, e uma página de doação destinada à Apib, além de apresentar documentos que explicam detalhadamente as ações que motivaram a criação da campanha. 

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Sobre o autorMarcos Henderson
Publicitário, músico e, aqui, escrevo sobre o que as diferentes culturas têm a nos dizer. Como artista, celebro a força da arte e conto histórias do entretenimento. Twitter: @marhoscenderson