Paulo César dos Santos, o Paulinho, embalou inúmeros corações apaixonados e sacudiu multidões pelo Brasil como vocalista do Roupa Nova. Aos 68 anos, após complicações desencadeadas pela Covid-19 durante internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Copa D'or, no Rio de Janeiro, ele faleceu.
A notícia pegou os fãs desprevenidos e gera uma corrente de homenagens desde o início da madrugada desta terça-feira (15), incluindo a filha do cantor, que declarou "amor por todo eternidade". A assessoria de imprensa do Roupa Nova confirmou a morte e esclareceu que o músico não estava mais infectado com o vírus e que outras complicações decorrentes da infecção ocasionaram o óbito.
Em publicação no Instagram, o Roupa Nova lamentou a notícia, poucas horas depois que atualizou os seguidores sobre o quadro de saúde de Paulinho. "Ele segue hospitalizado na UTI (não COVID), agora em estado delicado e precisando de cuidados mais específicos", dizia a legenda do post. Em seguida, veio a triste atualização: "As luzes do palco se apagaram. Infelizmente o nosso querido Paulinho não resistiu.
O diagnóstico positivo para o novo coronavírus chegou quando Paulinho ainda estava se recuperando de um transplante de medula óssea realizado em setembro para tratamento de um linfoma. Ele respondeu bem ao processo, mas foi surpreendido em novembro com o teste positivo para a doença que já matou mais de 1,6 milhão de pessoas no mundo.
O Roupa Nova contou com Paulinho desde sua formação original, há mais de quatro décadas. Em 2009, o artista recebeu ao lado dos demais integrantes o Grammy Latino de melhor álbum pop contemporâneo brasileiro, em disputa que também apresentava Rita Lee, Jota Quest, Skank e Ivete Sangalo entre as nomeações.

