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Jorge Ben Jor: A trajetória do ícone da MPB e o sucesso em 'A Nobreza do Amor'

Conheça a história e os sucessos de Jorge Ben Jor, o gênio da MPB que embala a abertura da novela das seis, A Nobreza do Amor, com o clássico Zumbi.

·Atualizado há cerca de 3 horas
Jorge Ben Jor: A trajetória do ícone da MPB e o sucesso em 'A Nobreza do Amor'
Jorge Ben Jor canta 'Zumbi' na abertura da novela das 6, A Nobreza do Amor. Fonte: Reprodução / Globoplay

A música popular brasileira respira a genialidade e o suingue inconfundível de Jorge Ben Jor. Com mais de seis décadas de uma carreira revolucionária, Jorge Ben Jor continua mostrando por que é um dos pilares mais inovadores da música popular brasileira. Unindo o balanço do samba, a energia do rock e o groove do funk, o cantor e compositor carioca redesenhou a sonoridade do país ao criar um estilo único e inconfundível — batizado inicialmente de samba-esquema-novo, onde a batida de seu violão mudou para sempre a forma de tocar o gênero.

Nascido em Madureira e criado no Rio de Janeiro, o artista estourou logo em seu primeiro álbum, em 1963, com o clássico absoluto "Mas, Que Nada!", canção que rompeu fronteiras e ganhou o mundo na voz de diversos artistas internacionais, como Sérgio Mendes. Ao longo das décadas de 1960 e 1970, ele enfileirou hinos populares que cruzaram gerações, como "Taj Mahal", "Fio Maravilha", "País Tropical", "Chove Chuva" e "Jorge da Capadócia".A Trilha Sonora de 'A Nobreza do Amor'

Hoje, em 23 de junho de 2026, a relevância de Jorge Ben Jor se reafirma diariamente nas telas da televisão. O artista é a voz que embala a abertura da novela das seis A Nobreza do Amor. A canção escolhida para apresentar a trama, protagonizada por nomes como Duda Santos e Lázaro Ramos, foi o clássico Zumbi.

A Conexão Entre a Música e a Trama

Lançada originalmente em 1974, no cultuado álbum A Tábua de Esmeralda, a música funciona como o cartão de visitas perfeito para o folhetim. A trama, ambientada na década de 1920, conecta o interior do Nordeste brasileiro a um reino africano fictício chamado Batanga.

A escolha da canção reflete exatamente a essência do projeto: a valorização das raízes afro-brasileiras, a ancestralidade e a ideia de tempo cíclico fortemente presente nas culturas de matriz africana. A voz marcante de Jorge Ben Jor, unida às representações visuais de adinkras e elementos de realeza negra na abertura da novela, consolida o poder de sua obra, provando que sua música permanece fundamental para compreender e celebrar a identidade do Brasil.

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