Relatório final da CPI da Covid pede indiciamento de Bolsonaro por 9 crimes

O presidente e três de seus filhos aparecem na lista de pedidos de indiciamento do relatório final da CPI da Covid
O presidente e três de seus filhos aparecem na lista de pedidos de indiciamento do relatório final da CPI da Covid
Marcos Henderson
PorMarcos Henderson

O relatório final da CPI da Covid foi registrado no sistema do Senado nesta quarta-feira (20), com 68 pedidos de indiciamento entre pessoas físicas e empresas, incluindo o presidente Jair Bolsonaro e três de seus filhos, além de ministros, ex-ministros, deputados federais e vários empresários. 

Antes do fechamento oficial do relatório de 1.180 páginas, foram realizadas reuniões para debates entre os membros da cúpula da CPI, resultando em duas minutas que antecederam ao documento definitivo. A última reunião para selar o material foi realizada na terça-feira (19), colocando um fim a algumas discordâncias geradas com o vazamento de uma versão preliminar do relatório na semana passada. 

Bolsonaro é indiciado por nove crimes. São eles: 

  1. Epidemia com resultado morte;
  2. Infração de medida sanitária preventiva;
  3. Charlatanismo;
  4. Incitação ao crime;
  5. Falsificação de documento particular;
  6. Emprego irregular de verbas públicas;
  7. Prevaricação;
  8. Crimes contra a humanidade;
  9. Crimes de responsabilidade (violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo).

Antes do fechamento do documento, Bolsonaro também ficaria com mais duas possibilidades de indiciamento, pelos crimes de homicídio e genocídio indígena, mas a cúpula da CPI decidiu excluir os itens, que acabaram se tornando um ponto de divergência nas reuniões finais. 

Os ministros Marcelo Queiroga (Saúde), Onyx Lorenzoni (Trabalho), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União) e Braga Netto (Defesa) também aparecem na lista de pedidos de indiciamento, junto com os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e os filhos do presidente, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ).