A saga entre o bilionário Elon Musk e a rede social Twitter acaba de ganhar mais um capítulo. Após a aprovação para a venda da plataforma por US$ 44 bilhões, o empresário agora sofre uma investigação pela Polícia Federal americana. As informações foram reveladas através do processo judicial divulgado recentemente.
O Twitter afirmou haver solicitado meses atrás a equipe de advogados de Elon Musk, que apresentasse suas comunicações com as autoridades federais, porém, as informações não foram repassadas. A rede social, por sua vez, solicitou juridicamente o fornecimento dos documentos.
O processo de compra do Twitter se encontra suspenso, o motivo é a falta de confiança nas tratativas realizadas pelos advogados de Musk. Segundo o site Bloomberg, a rede social solicitou detalhes sobre supostas investigações da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) e também da Comissão Federal do Comércio (FTC).
Em setembro deste ano, os advogados de Elon Musk forneceram um “registro de privilégios” informando documentos a serem mantidos sob sigilo. Entre os documentos apontados estariam um e-mail enviado para SEC, além de uma apresentação enviada para a FTC.
O principal problema encontrado pela SEC, foi a divulgação tardia e errônea das informações sobre o aumento de participação do bilionário na rede social. Segundo o órgão, Musk divulgou no dia 4 de abril um aumento de 9% em suas ações no Twitter, no entanto, os relatórios foram mandados uma semana após o prazo e o modelo utilizado é reservado apenas para investidores passivos, não condizendo com sua situação.
Os advogados de Elon Musk afirmam que não houve nenhum tipo de fraude e sim uma orientação equivocada. Em resposta ao site Bloomberg, foi afirmado que as investigações não estão focadas no empresário e sim na cúpula executiva do Twitter. Os funcionários da rede social afirmam que até o momento não há nenhum tipo de investigação por parte das autoridades federais.

