Impactante desde os primeiros minutos, Terra e Paixão chegou para despertar novamente o sentimento de esperança nos bastidores de sua emissora. Os fatores clássicos da teledramaturgia estão presentes, com a protagonista sofrendo do início ao fim, mas alguns detalhes prometem garantir um destaque ainda maior à trama de Walcyr Carrasco, sobretudo pelo potente núcleo indígena. Nos próximos capítulos, Aline (Bárbara Reis) vai desabar de emoção ao receber das mãos de Jurecê (Daniel Munduruku) a cópia das escrituras que, simplesmente, desaparecem do cartório.
Obviamente, Antônio (Tony Ramos) é o responsável por sumir com qualquer evidência das escrituras, garantindo o apoio de Tadeu (Cláudio Gabriel) para roubar o documento do cartório e, com as próprias mãos, incendiar tudo. O semblante de vitória fica estampado no rosto do fazendeiro, que ainda vai além e dá um jeito de prejudicar a distribuição de água nas terras da rival.
Quando tudo parece perdido, Aline recebe a oportunidade de virar o jogo e percebe a necessidade de seguir de cabeça erguida, não apenas para honrar o legado de Samuel (Ítalo Martins), mas, principalmente, para defender os direitos dos povos originários e lutar por um ambiente mais justo dentro do competitivo e cruel ramo do agronegócio.
O produtor assassinado no primeiro capítulo já imaginava que o pior poderia acontecer e agiu certo ao entregar uma cópia das escrituras para Jurecê. Na atual realidade, Jonatas (Paulo Lessa) também faz questão de apoiar as decisões de Aline e chega a se oferecer para trabalhar à noite nas terras, não importando quantas horas precisem ser dedicadas diariamente, desde que haja a mínima chance de triunfar perante criminosos como Antônio.

